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Passagem de trem não terá reajuste em 2026, confirma SuperVia

Passageiros continuarão pagando R$ 7,60, valor cobrado sem o Bilhete Único ativado no cartão Riocard, ou R$ 5 para quem utiliza o benefício.

Agência O Globo - 02/01/2026
Passagem de trem não terá reajuste em 2026, confirma SuperVia
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A SuperVia confirmou que a tarifa unitária dos trens no estado do Rio de Janeiro será mantida em 2026. Assim, os passageiros continuarão pagando R$ 7,60, valor cobrado sem o Bilhete Único ativado no cartão Riocard, ou R$ 5 para quem utiliza o benefício. A decisão foi tomada pelo Conselho Diretor da Agência Reguladora de Transportes Públicos Concedidos do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp) no ano passado. A medida levou em consideração a ausência de variação do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), no período de dezembro de 2024 a novembro de 2025.

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Passagem de ônibus aumentou

Já a tarifa dos ônibus municipais do Rio de Janeiro terá novo valor a partir de 4 de janeiro de 2026. Conforme o Decreto publicado no Diário Oficial do município, a passagem dos serviços de transporte coletivo — incluindo ônibus, BRT, VLT, STPL, “cabritinhos” e transportes especiais — passará a custar R$ 5.

O aumento também vale para o Bilhete Único Carioca (BUC). Segundo o texto, a revisão tarifária segue parâmetros previstos na legislação municipal e em acordos judiciais firmados entre a Prefeitura, o Ministério Público e os consórcios que operam o sistema (Intersul, Transcarioca, Internorte e Santa Cruz).

Remuneração às empresas

Apesar do usuário pagar R$ 5, a tarifa de remuneração das concessionárias do sistema de ônibus será de R$ 6,60. O valor foi definido a partir de fórmulas previstas nos contratos de concessão e tem como base indicadores atualizados até novembro de 2025.

Para cobrir a diferença entre o valor pago pelos passageiros e o repasse devido às empresas, o município aplicará o chamado subsídio tarifário, previsto em acordos judiciais. A quantia a ser desembolsada dependerá da conversão do modelo de pagamento por quilômetro rodado, critério utilizado pela Prefeitura para incentivar a melhora da oferta de linhas e horários.

Outras mudanças

Outro componente reajustado foi o Indicador de Receita por Quilômetro (IRK), utilizado para calcular a remuneração dos operadores. A partir do primeiro dia de janeiro, o IRK ficará em R$ 9. Dentro desse valor, o decreto prevê que R$ 3,06 correspondem ao subsídio por quilômetro, que pode sofrer alterações conforme regras definidas em acordo firmado em abril de 2025.

Segundo o texto, a atualização está alinhada ao compromisso assumido pela Prefeitura do Rio de aplicar correções previstas contratualmente até o fim das concessões.

A Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) poderá editar normas complementares para regulamentar os novos valores e orientar os operadores. O decreto revoga a norma anterior, válida desde janeiro de 2025.

O aumento acontece em um momento de discussão pública sobre a qualidade do serviço e a fiscalização das metas operacionais dos consórcios. O município aposta no modelo de remuneração por quilômetro para tentar garantir mais regularidade e previsibilidade na operação.

BUI já havia sido reajustado

O novo aumento no sistema municipal ocorre após o Bilhete Único Intermunicipal (Bui), benefício concedido pelo governo estadual, ter sido reajustado recentemente. Desde 19 de dezembro, o valor máximo passou de R$ 8,55 para R$ 9,40, alta de 9,44%. O reajuste atinge beneficiários com renda de até R$ 3.205,20, público permitido ao programa.

Inicialmente, a Secretaria de Transportes havia informado que quem ainda possuía créditos antigos seguiria pagando o valor anterior, mas a informação foi corrigida: todos os usuários passaram a pagar R$ 9,40. O benefício é válido em 20 cidades da Região Metropolitana e permite até duas integrações em até três horas, desde que uma delas seja intermunicipal. Ao todo, 425.428 beneficiários também são contemplados pela tarifa social do metrô, pagando R$ 5,00 por viagem.

Mesmo com a implantação do sistema de bilhetagem Jaé na capital, os validadores da Riocard foram mantidos em ônibus, BRTs e VLTs para garantir o uso do Bui. O benefício também é aceito em barcas, metrô, trem, ônibus intermunicipais e vans legalizadas.