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Réveillon 2026: conheça os segredos do show de drones que Alok ofereceu ao Rio na virada

Espetáculo teve como inspiração a capital, representada por imagens das ondas do calçadão de Copacabana, do Bondinho do Pão de Açúcar, de dançarinos de passinho, de jogadores de altinho e até de um Cristo elevando-se sobre as águas

Agência O Globo - 02/01/2026
Réveillon 2026: conheça os segredos do show de drones que Alok ofereceu ao Rio na virada
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

No palco que já havia abrigado o encontro dos medalhões Gilberto Gil e Ney Matogrosso, antes da queima dos fogos, e, depois do foguetório, o pernambucano João Gomes, o dono da noite deste de apareceu perto das 2h do primeiro dia do ano. Na madrugada de ontem, Alok, DJ brasileiro com prestígio internacional, caminhava até sua pick-up, para dar início à apresentação, quando, em formações precisas, drones desenharam mensagens luminosas convidando o público para a “rave Copa”. O que veio a seguir foi uma sucessão de animações no ar, como a de um rosto gigante que desejou feliz ano novo à multidão. O Rio logo surgiu como inspiração maior, representado por imagens das ondas do calçadão de Copacabana, do Bondinho do Pão de Açúcar, de dançarinos de passinho, de jogadores de altinho e até de um Cristo elevando-se sobre as águas.

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Em entrevista ao GLOBO, o artista já tinha antecipado a ideia de projetar o Redentor, mas o que se viu ao vivo foi muito além. Alok abriu o set com um remix potente que misturou funk a outros ritmos tipicamente brasileiros, como frevo e axé, reforçando a proposta de um show pensado especialmente para celebrar a cidade. À medida que as batidas ecoavam pela praia, as aeronaves dançaram no céu em sincronia, traduzindo a música em imagens que dialogavam diretamente com o cotidiano carioca. Na entrevista, ele já havia deixado claro:

— Esse tipo de espetáculo não acontece de uma hora para outra. Existe um grande time trabalhando comigo há meses para tornar tudo isso possível. São profissionais de tecnologia, criação, produção, segurança e arte. No espetáculo com drones, nada acontece de forma improvisada: tudo é executado de maneira precisa para ser grandioso e, ao mesmo tempo, seguro.

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O balé aéreo de 1.250 drones acompanhou o repertório, assim como nova queima de fogos a partir das balsas na orla e efeitos de luz disparados do palco. O resultado levou a multidão ao êxtase.

Raissa Vitoria, moradora de Nova Iguaçu, na Baixada, e “inimiga do fim” que ainda resistia na areia de Copacabana na manhã de ontem, disse que, quando o calor e o cansaço batiam, só precisava lembrar do show de Alok: “foi o melhor”.