Política

“Ninguém é inimigo de ninguém”: Lula pede fim do ódio e fala em último mandato; veja vídeo

Presidente defendeu respeito às escolhas dos eleitores, rejeitou brigas familiares por voto e disse querer transformar o Brasil em um país desenvolvido, com empregos e salários melhores

Redação 27/10/2026
“Ninguém é inimigo de ninguém”: Lula pede fim do ódio e fala em último mandato; veja vídeo
“Ninguém é inimigo de ninguém”: Lula pede fim do ódio e fala em último mandato; veja vídeo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o fim do ódio nas relações políticas e afirmou que divergências eleitorais não devem transformar brasileiros em inimigos. Durante a comemoração de seus 81 anos, nesta terça-feira (27), na área externa do Palácio da Alvorada, Lula pediu respeito ao voto e apresentou prioridades para o próximo período à frente do governo, ao qual se referiu como seu “último mandato”.

“Ninguém é inimigo de ninguém na democracia. A gente é adversário”, declarou.

O presidente afirmou que o país precisa aprender a fazer política de maneira civilizada, sem tratar quem pensa diferente como alguém a ser combatido fora dos limites da convivência democrática.

“É preciso, de uma vez por todas, a gente acabar com o ódio nesse país e construir uma sociedade mais harmoniosa”, disse.


Pai, mãe e filhos não precisam brigar por voto


Lula levou o apelo à convivência para o ambiente familiar. Disse que pais, mães e filhos não devem romper relações ou entrar em conflito por causa da escolha feita nas urnas.

Na avaliação do presidente, a liberdade de cada eleitor precisa ser respeitada, assim como o resultado da votação.

“O voto é a manifestação soberana de cada um de nós. E a gente vota quem quiser e tem que acatar o resultado”, afirmou.

A fala ocorreu dois dias depois da vitória de Lula no segundo turno. Ele foi eleito presidente pela quarta vez, depois de vencer também as disputas de 2002, 2006 e 2022. A posse para o novo mandato está marcada para 5 de janeiro de 2027.

▶️ Assista, no final desta matéria, ao vídeo com o pedido de Lula pelo fim do ódio e suas declarações sobre o próximo mandato.

Crescimento para melhorar empregos e salários

Ao tratar dos próximos anos, Lula afirmou que o Brasil precisa crescer mais para oferecer melhores oportunidades à juventude. Relacionou o desempenho da economia à qualidade dos empregos e à remuneração dos trabalhadores.

“Nós precisamos fazer o Brasil crescer um pouco mais, porque a juventude quer emprego de qualidade e salário de qualidade. Isso só é possível com a economia crescendo”, declarou.

O presidente também defendeu o aumento dos investimentos em proporção ao Produto Interno Bruto, o PIB, como parte do esforço para sustentar o crescimento.

A preocupação com os jovens apareceu como justificativa para uma ambição mais ampla: fazer o país superar a condição de nação em desenvolvimento.


“Nesse meu último mandato”


Lula se referiu ao próximo período presidencial como seu último mandato e afirmou que deseja utilizá-lo para promover uma mudança no patamar de desenvolvimento do Brasil.

“Porque eu quero ver se, nesse meu último mandato como presidente, a gente tira o Brasil dessa área dos países em via de desenvolvimento e coloca o Brasil definitivamente como desenvolvido para gerar emprego de qualidade para as nossas meninas e para os nossos meninos”, disse.

A declaração apresentou um objetivo político para o novo governo, associado à geração de oportunidades e à melhoria das condições de vida.

Preservar e aprimorar as políticas sociais

Lula também reafirmou o compromisso com a continuidade das políticas sociais e com o aperfeiçoamento dos programas que precisam de mudanças.

“Nós precisamos continuar mantendo todas as políticas sociais e aprimorar aquelas que precisam ser aprimoradas”, afirmou.

O presidente elogiou a atuação de Geraldo Alckmin e disse que a parceria entre os dois continuará contando com a participação da sociedade. Na fala, associou a agenda econômica e social à responsabilidade de atender à expectativa dos eleitores que garantiram sua reeleição.

Ao agradecer a mobilização do segundo turno, Lula destacou jovens, mulheres e idosos. A mensagem sobre o próximo mandato combinou a defesa da inclusão social com um pedido de mudança na forma como os brasileiros convivem com suas diferenças políticas.

“Nós temos a obrigação de fazer com que as pessoas aprendam a fazer política de forma civilizada, sem raiva e sem ódio”, declarou.

Veja o discurso no vídeo abaixo.