Política

Segundo turno começa no exterior; brasileiros na Nova Zelândia são os primeiros a votar

Eleitores no exterior podem votar apenas para presidente

Juliano Galisi 24/10/2026
Segundo turno começa no exterior; brasileiros na Nova Zelândia são os primeiros a votar
- Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

Brasileiros que vivem na Nova Zelândia são os primeiros a depositar seus votos neste segundo turno das eleições de 2026. As cinco seções de Wellington, capital neozelandesa, foram abertas às 16 horas deste sábado (de Brasília). Há 3,1 mil eleitores aptos a votar na região.

A votação no exterior respeita o horário local, com as seções abertas às 8 horas e encerradas às 17 horas. O Brasil conta com 918,8 mil eleitores aptos a votar em seções fora do País. Os eleitores que estão no exterior podem votar apenas para presidente.

As seções de São Francisco, Los Angeles (ambas nos Estados Unidos) e Vancouver (Canadá) serão as últimas a serem abertas e encerradas, pois essas localidades estão 4 horas atrás do horário de Brasília.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os 918,9 mil eleitores brasileiros pelo mundo estão espalhados por 186 cidades. O maior posto de votação é em Lisboa, capital de Portugal, onde há 78 mil brasileiros registrados para votar. Esta cidade é seguida por Boston, nos Estados Unidos, e Porto, também em Portugal.

Com 265 mil eleitores registrados, os Estados Unidos possuem o maior número de brasileiros aptos a votar. Portugal conta com 134 mil eleitores brasileiros, e o Japão, com 88,3 mil. Na outra ponta, tanto na Coreia do Norte quanto em Bangladesh há apenas um eleitor brasileiro registrado para votar.

Quatro anos atrás, 697 mil brasileiros ao redor do mundo estavam registrados para votar. O contingente cresceu mais de 30% desde as últimas eleições, atingindo um recorde histórico desde que os dados começaram a ser computados, em 2010.

O eleitorado no exterior é marcado por altas taxas de abstenção. No primeiro turno, 63% dos eleitores registrados ao redor do mundo não compareceram às urnas. Em 2022, o índice foi de 51%, enquanto em 2018 e 2014 a abstenção chegou a 59%.