Política

Lula diz que Flávio não gosta do Nordeste; senador diz que será 'carioca mais nordestino'

Debate acirrado entre os presidenciáveis destaca postura sobre o desenvolvimento regional.

Gabriel de Sousa, Gabriel Hirabahasi, Geovani Bucci e Naomi Matsui 23/10/2026
Lula diz que Flávio não gosta do Nordeste; senador diz que será 'carioca mais nordestino'
Foto: © telegram SputnikBrasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira, 23, durante o debate da TV Globo contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que o opositor não promoverá iniciativas no Nordeste por não gostar da região.

"O que você vai fazer no Nordeste, já que você não gosta do Nordeste? A impressão que eu tenho é que você não gosta do Nordeste. Qual é a bondade decorada que você vai fazer no Nordeste?", declarou Lula.

O presidente argumentou que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não realizou obras na região e determinou que pessoas das regiões Sul e Sudeste não apreciam o Nordeste. Em resposta, Flávio afirmou que seu pai "levou água", referindo-se à Transposição do Rio São Francisco, e elevou o Bolsa Família para R$ 600.

Lula, por sua vez, informou que foi o responsável pela transposição, além de impulsionar o desenvolvimento e construir a ferrovia Transnordestina. "O Nordeste ganhou cidadania e respeito nos nossos governos", disse Lula, destacando que a região era "muito pobre" quando começou sua primeira gestão em 2003.

O senador Flávio Bolsonaro destacou que governará com ações voltadas ao Nordeste, mantendo diálogos com governadores que não são aliados dele. Entre as promessas, ele anunciou a criação de uma ferrovia conectando todas as capitais nordestinas, de São Luís (MA) até Salvador (BA).

Flávio também declarou que será o "carioca mais nordestino" do País e acusou Lula de ter trazido o Comando Vermelho (CV) para a região Nordeste.

Este debate é considerado crucial para definir o próximo presidente nos próximos quatro anos, visto que tanto Lula quanto Flávio estão empatados tecnicamente. Por isso, as duas campanhas prepararam os presidenciáveis para atrair o maior número possível de eleitores indecisos nesta reta final.