Política

Fleming apresenta amplo programa para erradicar o analfabetismo em Alagoas

Primeiro vídeo apresenta o principal eixo educacional da candidatura, que será desenvolvido ao longo da campanha

06/09/2026
Fleming apresenta amplo programa para erradicar o analfabetismo em Alagoas

Em vídeo divulgado neste domingo, 6 de setembro, o candidato ao Senado por Alagoas Alexandre Fleming, da Unidade Popular (UP), iniciou a apresentação de um amplo programa de combate e erradicação do analfabetismo no estado.

O vídeo é o primeiro de uma série. Ao longo da campanha, Fleming apresentará a metodologia, as metas, o financiamento e as medidas legislativas da proposta.

Segundo a PNAD Contínua Educação 2025, do IBGE, 13,1% da população alagoana com 15 anos ou mais não sabe ler nem escrever. Alagoas registra, ao lado do Piauí, a maior taxa do país, muito acima da média nacional, de 4,9%.

“O analfabetismo não é culpa individual nem fatalidade. É consequência da desigualdade, do abandono e da ausência de políticas públicas permanentes. Alfabetizar é garantir dignidade, autonomia e participação social”, afirmou Fleming.

A proposta prevê um levantamento da população não alfabetizada, busca ativa nos 102 municípios e oferta de turmas presenciais, próximas das comunidades e com horários compatíveis com a vida dos estudantes. Também deverá integrar educação, saúde, assistência social, transporte, alimentação e políticas de permanência.

A alfabetização será vinculada à continuidade na Educação de Jovens e Adultos, com matrícula garantida, acompanhamento pedagógico, inclusão digital e acesso opcional à formação profissional. Os resultados serão avaliados pela aprendizagem e pela continuidade dos estudos, não apenas pelo número de matrículas ou certificados.

O programa será construído com educadores, estudantes, universidades, institutos federais, sindicatos, movimentos sociais e organizações comunitárias, respeitando as realidades das populações indígenas e quilombolas, dos povos de terreiros, das comunidades religiosas e dos diferentes territórios alagoanos.

Ufal, Ifal, Uneal e Uncisal poderão formar uma rede de apoio e parcerias para a formação dos educadores, a produção de materiais, o desenvolvimento de pesquisas e o acompanhamento dos resultados.

A proposta dialogará criticamente com o Plano Nacional de Educação, o Programa Brasil Alfabetizado e as políticas estaduais e municipais. Fleming defende a revisão de metas, métodos, responsabilidades, financiamento e formas de avaliação dos programas existentes.

Fleming critica o modelo da EJA Modular adotado pelo Governo de Alagoas, que fragmenta os conteúdos, reduz o contato com os professores e transfere parte da aprendizagem para atividades individuais e remotas. A organização por áreas permite, na prática, que docentes dos módulos de Linguagens, Ciências Humanas e Ciências da Natureza trabalhem conteúdos de componentes curriculares que não correspondem à sua formação específica. A exceção é o módulo de Matemática, ministrado por professor da própria área.

“Chamam de flexibilidade um modelo que obriga o trabalhador a estudar sozinho, muitas vezes sem computador, internet ou ambiente adequado. Também não se valoriza o professor quando ele é obrigado a lecionar conteúdos para os quais não recebeu formação específica. Isso precariza o trabalho docente e reduz o direito à educação”, afirma.

A proposta também inclui concursos públicos, cumprimento do piso salarial, planos de carreira, formação continuada e melhores condições de trabalho.

No Senado, Fleming pretende buscar recursos, apresentar medidas legislativas, mobilizar a bancada federal, promover audiências públicas e fiscalizar a execução das políticas. A meta é reduzir o analfabetismo em Alagoas para, no máximo, 3% até 2030.

“Alagoas não pode continuar liderando o analfabetismo no Brasil. Erradicar essa desigualdade será uma das principais tarefas do nosso mandato”, concluiu Fleming.