Política

Durigan: É necessário mais ajuste fiscal, com gradualidade

Orçamento 'fake' e superávit duradouro são temas abordados por Dario Durigan

Estadao Conteudo 01/09/2026
Durigan: É necessário mais ajuste fiscal, com gradualidade
O ministro da Fazenda, Dario Durigan - Foto: © Foto / Washington Costa / Ministério da Fazenda

O porta-voz econômico da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dario Durigan, admitiu, em debate na GloboNews na noite desta terça-feira, 1, que é preciso fazer mais em termos de ajuste fiscal, mas afirmou que foi recebido em 2022 um orçamento "fake" para 2023 e que foi construído um caminho para o superávit duradouro.

"É evidente que precisa fazer mais. Tanto que a nossa trajetória projetada para os próximos anos já foi apresentada ao Congresso. Nós temos uma trajetória de 0,5% no ano que vem, 1% em 2028 e 1,5% em 2029", disse Durigan em debate com a coordenadora de economia do candidato Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, e o coordenador do plano de governo do candidato Ronaldo Caiado (União), Roberto Brant.

Ele defendeu que a equipe econômica está trabalhando com equilíbrio. "Todo esse debate tem que ser feito à luz do dia. Não houve nenhuma medida que o governo tomou, mesmo em ano de eleição, diferente dos governos anteriores, em que buscamos estabelecer com gradualidade essa trajetória."

Sobre o atual patamar da taxa de juros, ele afirmou que "de fato é um problema que o País vive". "A taxa de juros hoje está descalibrada." Questionado sobre a relação da taxa com as despesas obrigatórias, ele respondeu: "Tem relação, mas não é uma relação simples. Veja, estamos diminuindo o impulso fiscal que o país tem em 2024, 2025, 2026, e o compromisso é seguir diminuindo o gasto obrigatório para nós irmos saneando o orçamento brasileiro."

Durigan também saiu em defesa da continuidade da revisão de benefícios tributários, com previsibilidade e estabilidade institucional. Disse ainda que a inflação está sob controle, apesar de estar próxima do teto da meta. "Em 2022, o último ano do governo anterior, a inflação chegou a dois dígitos. Ano de guerra. Agora, a inflação está abaixo de 4,50%", defendeu. "Tem que tratar do déficit? Tem que tratar do déficit. Nós vamos fazer a nossa parte, com equilíbrio fiscal, para atacar esse problema", completou.