Política

Renato Filho promete cruzada no Congresso contra as bets, que pesam no bolso do trabalhador e destroem famílias

Candidato a deputado federal relaciona crescimento das apostas ao endividamento e aos efeitos do jogo sobre o orçamento familiar

Assessoria 27/08/2026
Renato Filho promete cruzada no Congresso contra as bets, que pesam no bolso do trabalhador e destroem famílias

O avanço das bets e o impacto das apostas no orçamento das famílias estão entre as preocupações de Renato Filho (MDB), candidato a deputado federal. Ele afirma que pretende levar o tema ao Congresso Nacional e chama atenção para o uso de meios de pagamento proibidos nas plataformas regulamentadas e para o número de brasileiros que já estão impedidos de apostar.

Em 2025, a Receita Federal arrecadou R$ 9 bilhões em impostos sobre apostas esportivas. Para Renato, o valor mostra a dimensão alcançada pelo setor no país, mas precisa ser observado junto aos efeitos do jogo sobre famílias que já enfrentam dificuldades para fechar as contas.

“Todo dia que eu vejo o jornal é IA, dívida das famílias e bet. Bet hoje é uma das causas desse endividamento das famílias cada vez maior”, afirmou Renato.

Mais de 5 milhões de brasileiros estão atualmente impedidos de apostar nas plataformas autorizadas. Desse total, cerca de 800 mil aderiram a programas de renegociação de dívidas. Outros bloqueios alcançam beneficiários de programas sociais e pessoas que solicitaram voluntariamente a autoexclusão.

Outro dado citado pelo candidato vem de pesquisa do Instituto Locomotiva, segundo a qual 77% dos apostadores relataram pelo menos uma prática considerada irregular. Entre os entrevistados, 37% disseram ter feito depósitos por cartão de crédito e 23% utilizaram criptoativos.

Para Renato, a arrecadação gerada pelas bets não pode ser analisada isoladamente do custo social das apostas. O endividamento, segundo ele, se soma a problemas que já pesam na vida dos alagoanos e precisam ocupar espaço nas prioridades de quem chega a Brasília.

“Meu adversário é um problema que está na casa das pessoas: falta de oportunidade, saúde que demora e emprego que não chega. Enquanto alguns olham para mim, eu continuo olhando para Alagoas”, concluiu.