Política
Flávio Bolsonaro: 'Quero paz para governar' ao falar sobre STF
Candidato do PL defende relação institucional com a Corte e critica governo Lula.
O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira, 18, que, caso eleito, pretende manter uma 'relação positiva e institucional' com o Supremo Tribunal Federal (STF) e que só deseja 'paz para governar'. A declaração vem após várias críticas do candidato à Corte.
'Sempre quis construir ponte, sempre tentei fazer isso. Só quero paz para governar. Vou indicar quatro homens e mulheres que sejam contra o aborto, contra as drogas, respeitem a Constituição e que não usem a caneta para promover perseguição por risco', disse a jornalistas, durante caminhada e 'adesivaço' com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e apoiadores em Belo Horizonte (MG). 'Vai ser uma relação, não tem nenhuma dúvida, institucional, muito positiva', continuou.
Flávio reforçou nas últimas semanas suas críticas a integrantes da Corte, em especial, os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Flávio Dino. Ele acusa o Judiciário de promover censura e perseguição a nomes da direita, incluindo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No mesmo evento, Flávio Bolsonaro comentou o pedido de recuperação judicial das Casas Bahia, reforçando as críticas às políticas econômicas do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
'A economia está quebrada com o Lula. É uma tristeza praticamente um patrimônio do Brasil, as Casas Bahia, pedindo recuperação judicial. É exemplo de mais de cinco mil outras empresas que já fizeram.', declarou a jornalistas.
A Casas Bahia registrou um prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre deste ano e anunciou o fechamento de 298 lojas. Foi o oitavo trimestre seguido de prejuízos, levando a companhia a reduzir o tamanho da operação, com fechamento de unidades e revisão do quadro de funcionários. A empresa também avalia mudanças no modelo de negócio e até uma nova recuperação extrajudicial ou judicial.
Flávio reiterou que seu plano para redução da taxa de juros é pelo processo de equilíbrio das contas públicas.
'Vamos arrumar a economia, reduzir o imposto, ajustar as contas para a taxa de juros cair, e a consequência vai ser uma chuva de empregos no Brasil. Vamos devolver o poder de compra para o povo brasileiro que hoje está endividado.', falou.
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