Política

Comissão analisa linha de crédito para motociclistas profissionais

Congresso instala comissão para avaliar a MP 1.366/2026, que cria financiamento facilitado para motociclistas.

Agência Senado 17/08/2026
Comissão analisa linha de crédito para motociclistas profissionais
Comissão do Congresso Nacional para avaliar linha de crédito a motociclistas profissionais foi instalada.

O Congresso Nacional instalou nesta segunda (17) uma comissão que vai analisar a MP 1.366/2026 . Essa medida provisória criou uma linha de financiamento facilitada para motociclistas profissionais que atuam no transporte de passageiros ou em serviços de entrega por aplicativo.

A MP também beneficia taxistas, motoristas de aplicativos e transportadores de pequenas cargas urbanas. A medida provisória atende tanto os trabalhadores autônomos quanto os que possuem carteira assinada.

A senadora Leila Barros (PDT-DF) foi eleita presidente da comissão —que é errada, composta por deputados federais e senadores. A deputada Amanda Gentil (PP-MA) será relatora do grupo.

Essa medida provisória, editada em 12 de junho , faz parte do Programa Move Brasil , lançado pelo governo federal para ampliar o acesso ao crédito de diferentes segmentos do transporte.

Fundo

A MP 1.366/2026 autoriza o uso de recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis) para financiar:

  • a compra de veículos;
  • a renovação da frota;
  • investimentos para melhorar a atividade de transporte;
  • projetos que aumentam a produtividade;
  • iniciativas de redução das emissões de carbono.

Acesso ao crédito

Ao assumir a presidência da comissão, Leila Barros afirmou que o MP enfrentou uma das principais dificuldades de quem depende de veículos para trabalhar: o acesso ao crédito em condições adequadas.

— É mais uma iniciativa importante do governo federal, porque enfrentou um problema concreto da vida de milhões de brasileiros: o custo de trabalhar. Estamos falando de motoristas de aplicativos, entregadores, motofretistas, mototaxistas, taxistas e outros profissionais de transporte de passageiros e de cargas. Homens e mulheres que saem de casa todos os dias e que dependem de um carro, de uma motocicleta ou de outro veículo para garantir sua renda e sustentar suas famílias — declarou.

Para a senadora, a dificuldade de acesso ao crédito faz com que esses profissionais continuem utilizando veículos mais antigos.

— Quem trabalha com aplicativo sabe como é difícil conseguir ao sistema financeiro apresentar uma renda variável e pedir crédito com juros mais juros. Muitas vezes, o resultado é continuar trabalhando com o veículo antigo, que consome mais combustível, exige mais manutenção, oferece menos segurança e compromete uma parcela cada vez maior da renda do trabalhador — ressaltou.

Sustentabilidade

Leila disse que os efeitos da MP vão além da concessão de crédito e envolvimento de geração de renda, mobilidade urbana, segurança no trânsito e desenvolvimento industrial sustentável.

Isso acontece, segundo ela, porque a medida provisória estimula o uso de veículos que atendam a critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica.

— Ao criar a renovação da frota e criar condições para a ampliação da infraestrutura de recarga e troca de baterias, por exemplo, também estamos preparando nossas cidades para a transição para uma mobilidade de baixo carbono — argumentou.

Transmissão

A senadora prometeu diálogo e agilidade na análise do MP. Segundo ela, a comissão ouvirá os setores envolvidos (por meio de audiências públicas, por exemplo) e analisará possíveis mudanças no texto.

— Como presidente desta comissão, você trabalhará para que possamos analisar essa medida provisória com responsabilidade, ouvir os setores envolvidos, incentivar o aperfeiçoamento do texto, caso necessário, e construir as condições para a sua aprovação pelo Congresso Nacional — salienteu.

Já foram oferecidas até agora 14 emendas ao texto. Após a análise da comissão, a medida provisória ainda terá de passar por votação, respectivamente, nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)