Política

Caiado: PT foi complacente com avanço de facções; Brasil caminha para 'mexicanização'

Ex-governador de Goiás critica conivência do PT com o narcotráfico durante evento em São Paulo.

Estadao Conteudo 17/08/2026
Caiado: PT foi complacente com avanço de facções; Brasil caminha para 'mexicanização'
Ronaldo Caiado - Foto: Reprodução / Instagram

O candidato do PSD à Presidência da República e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado , afirmou nesta segunda-feira, 17, que o PT foi complacente com o avanço das facções criminosas no Brasil, destacando que o País está passando por um processo de 'mexicanização' .

A declaração ocorreu durante o evento 'Ciclo Brasil de Ideias - Especiais Eleições' , promovido pelo Grupo Voto, na capital paulista.

Na ocasião, Caiado esteve acompanhado do seu candidato a vice, Gilberto Kassab , presidente nacional do PSD. “O PT sempre foi muito complacente com o narcotráfico”, criticou. “O Brasil chegou a essa situação com conivência com a extensão do crime no País. Essa é a verdade”, acrescentou.

Segundo Caiado, o principal risco agora é que o Estado brasileiro se torne “a grande lavanderia” do narcotráfico, devido ao espaço que as facções ganham dentro da administração pública. "O Brasil não caminha para uma venezuelização. O Brasil caminha para uma mexicanização. Esse é o sistema que o Brasil está avançando. É um sistema onde o crime não contestam a regra de um pleito eleitoral. Eles não discutem. Eles não querem sair do processo democrático por eleições livres. Eles não contestam. Eles ganham dentro", afirmou.

Ao abordar propostas para melhorar a segurança pública no País, Caiado destacou a importância de investimentos em inteligência, integração entre os Estados e parcerias com países vizinhos. Nesse contexto, ele perguntou novamente o promotor Lincoln Gakyia como uma possível indicação para um futuro ministério da Segurança Pública.

No início de sua fala, Caiado elogiou Kassab por optar por um candidato fora da atual polarização entre petistas e bolsonaristas, afirmando que qualquer nome inserido nessa "bolha" atualmente não conseguirá promover avanços em temas relevantes no Congresso Nacional.

O ex-governador também ressaltou que não é viável governar o Brasil apenas através de confrontos com outros poderes. “Se governa tendo autoridade moral para sentar com os poderes, conversar e definir prioridades”, concluiu.