Política

Judiciário virou um poder incendiário, diz Zema em novo ataque ao STF

Candidato à Presidência critica privilégios e propõe mudanças na composição do STF

Estadao Conteudo 07/08/2026
Judiciário virou um poder incendiário, diz Zema em novo ataque ao STF
Romeu Zema - Foto: Reprodução / Instagram

O candidato à Presidência da República, Romeu Zema , voltou a fazer duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira, 7. Em entrevista à rádio CBN Curitiba, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que o Judiciário deixou de exercer um papel de equilíbrio institucional e passou a atuar, segundo ele, como um agente de tensão política no País.

Durante uma entrevista, Zema questionou o sistema de responsabilização dos magistrados e afirmou que os membros do Judiciário desfrutam de privilégios. "Existe alguma coisa mais intocável no Brasil do que carreira no Judiciário? Me parece que se um juiz de um serial killer, sair dando tiro e matar 50 pessoas, não vai acontecer nada com ele com essas leis que temos no Brasil hoje" , declarou.

O político também voltou a mencionar a ação por calúnia movida contra ele pelo ministro Gilmar Mendes , após declarações em que associado o magistrado ao Banco Master, e afirmou que continuará criticando membros da Corte. "Por que temos de ser submetidos às leis e os intocáveis ​​não? Em qualquer país sério, esses ministros já foram expulsos ou até ido pra cadeia. Aqui, o que aconteceu? Nada" , disse.

O ex-governador também reiterou propostas para alterar a composição do STF. Entre as medidas defendidas estão a adoção de uma lista tríplice para a escolha de ministros pelo presidente da República e a fixação de idade mínima de 60 anos para ingresso na Corte.

“Quero fazer alterações profundas na forma de nomear ministros” , afirmou. Ao comentar os julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro, Zema voltou a acusar o Supremo de ampliar conflitos políticos. "O Judiciário, no passado, era um poder moderador. Hoje, é um poder incendiário, criando crises. Juiz tem de ficar é na retaguarda, tomando decisões. Quer ser estrela? Vai cantar no palco. O ministro sempre teve posição recatada. Em última análise, eles querem holofote" , declarou.

Ao abordar outros temas, Zema afirmou que a segurança pública será uma das prioridades de seu eventual governo e defendeu uma agenda voltada para a redução do tamanho do Estado.

"Chega de ajuste pelo lado de aumentar. precisamos reduzir despesas do setor público para diminuir impostos" , disse. Segundo ele, a política adotada durante seus dois mandatos em Minas Gerais impulsionou o crescimento econômico do estado e atraiu cerca de R$ 530 bilhões em investimentos privados.