Política

Haddad defende autonomia da PF nas investigações sobre Lulinha

Lula não interferirá e busca a verdade, afirma ex-ministro.

Estadao Conteudo 06/08/2026
Haddad defende autonomia da PF nas investigações sobre Lulinha
Fernando Haddad - Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, declarou nesta quinta-feira, 6, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não interferirá nas investigações da Polícia Federal (PF) que envolvem seu filho mais velho, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha .

“O Lula vai deixar a Polícia Federal trabalhar porque a nós interessa a verdade”, afirmou Haddad em entrevista coletiva após reunião com lideranças e militantes em Iguape (SP), no Vale do Ribeira. “Qualquer que seja, a verdade tem que ser conhecida.”

O ex-ministro ressaltou que o principal mérito do governo federal é garantir a autonomia da PF e acusou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de ter agido de forma diversa ao alterar o diretor-geral da corporação e promover a saída do senador hoje Sergio Moro do Ministério da Justiça quando um de seus filhos foi investigado.

Haddad também defendeu que os familiares das autoridades sejam responsabilizados por quaisquer irregularidades, independentemente da influência política dos pais. Segundo ele, essa regra deve se aplicar tanto aos seus próprios filhos quanto aos de Lula e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu adversário na disputa ao Palácio dos Bandeirantes.

“Eles têm que saber que não é porque são filhos de pessoas que têm influência que essas pessoas vão usar a influência para proteger quem quer que seja”, declarou.

O empresário Lulinha é investigado pela PF sob suspeita de tráfico de influência no governo federal. O caso ganhou novos desdobramentos após a corporação identificar transferências da empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente, para o ex-chefe de gabinete de Lula, o político Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola .

Marcola deixou a campanha petista na quarta-feira, 5, após a revelação das transações, alegando que recebeu um empréstimo de caráter privado, o qual quitou com um repasse de R$ 249 mil. Roberta também é investigada e apontada como lobista em negócios relacionados a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS .