Política

Lula é aprovado por 48% e desaprovado por 47%, mostra Genial/Quaest

Cenário estagnado em relação a julho

Estadao Conteudo 05/08/2026
Lula é aprovado por 48% e desaprovado por 47%, mostra Genial/Quaest
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve os índices de aprovação e de avaliação de seu governo na pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 5, indicando um cenário estagnado em comparação ao mês anterior. Lula é aprovado por 48% dos entrevistados e desaprovado por 47%.

Quando questionados sobre sua avaliação, 36% consideram o governo positivo, 36% negativo e 26% regular. Estes são os mesmos percentuais registrados na pesquisa de julho.

No entanto, o presidente viu seu desempenho cair em outros aspectos da pesquisa. Para 55% dos entrevistados, o Brasil está indo na direção errada (eram 51% em julho), enquanto 38% afirmam que está na direção certa (eram 39% no mês anterior).

Além disso, cresceu o número de pessoas que acreditam que Lula não merece mais quatro anos à frente da presidência. Em julho, 51% diziam que ele não merecia, enquanto agora esse percentual subiu para 55%, com 41%, afirmando que ele merece.

Outra questão que chamou atenção na pesquisa foi sobre o que mais preocupa os entrevistados: a volta da família Bolsonaro ao poder ou a continuidade de Lula no cargo. Para 44%, a maior preocupação é a volta da família Bolsonaro (eram 46% no mês passado) e 41% temem a permanência de Lula (eram 38% em julho).

A pesquisa revela um aumento na percepção de notícias negativas sobre o governo Lula no último mês. Em julho, 40% acreditavam que o noticiário era mais negativo, enquanto agora esse percentual subiu para 44%. Os que viam as notícias como mais positivas caíram de 33% em julho para 29% agora, e outros 25% afirmaram não ter visto notícias (eram 23% em julho).

Economia

A percepção dos entrevistados pela Genial/Quaest sobre a economia aponta que, nos últimos 12 meses, a situação piorou: 43% afirmam que a economia está pior em relação a um ano atrás (mesmo percentual de julho). Contudo, também cresceu a percepção de que a situação não se alterou, passando de 33% em julho para 35%. Os que acreditam que a economia melhorou caíram de 20% para 19%.

Segundo 68% dos entrevistados, o preço dos alimentos subiu no último mês (em julho, eram 66%). Apenas 9% afirmam que os preços caíram (mantendo o mesmo índice de julho), enquanto 21% dizem que os preços permanecem iguais.

A pesquisa demonstra que a maioria dos entrevistados acredita que o poder de compra da população diminuiu gradualmente no último ano: 69% acham que o poder de compra está menor que há um ano, 20% afirmam que é igual e 10%, que é maior.

A percepção sobre o emprego, no entanto, melhorou desde julho. O percentual dos que consideram estar mais difícil conseguir um emprego caiu de 55% para 48%, enquanto os que acreditam estar mais fácil aumentaram de 36% para 41%. A expectativa de melhora da economia também aumentou, passando de 39% que acreditavam na melhora em julho para 46% agora. Já os que pensavam que a situação iria piorar desceram de 27% para 24%, e 25% afirmam que tudo vai continuar igual.

Rejeição

Apesar de polarizar a disputa já no primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro são os candidatos mais rejeitados pelo eleitorado. O senador do PL tem 54% de rejeição, e o presidente, 52%. Outros candidatos como Ronaldo Caiado (PSD) são rejeitados por 34%, Romeu Zema (Novo) por 32% e Renan Santos (Missão) por 20%.

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06591/2026.