Política
Zema destaca necessidade de bons exemplos no setor público
Candidato à presidência diz que tem mais credenciais do que concorrentes
O ex-governador e candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema , afirmou nesta segunda-feira, 27, que reúne mais credenciais ao Palácio do Planalto dos seus concorrentes. Segundo ele, o "Brasil carece de bons exemplos" e de um presidente sem o "rabo preso".
“Considero-me com todas as credenciais, modéstia à parte, mais do que os meus concorrentes”, declarou em entrevista a jornalistas após a convenção do Novo que oficializou o seu nome à Presidência.
Sem citar nomes, o presidente disse que "nenhum outro candidato conhece o Brasil real" e reiterou o discurso de que, durante sua gestão em Minas, houve economia de gastos públicos: "Sei o que é enfrentar a burocracia do Estado, pagar no Brasil e enfrentar máquina que só cria dificuldades. Nunca fui recebedor de impostos. Fui só pagador. Mesmo como governador, fui voluntário", afirmou.
Durante o evento, Zema foi retratado como um outsider da política. O senador Eduardo Girão (Novo-CE), por exemplo, disse que o ex-governador “não político é profissional” tem experiência de gestão no setor privado para sua carreira pública. Já Deltan Dallagnol , que disputará o Senado pelo Paraná, repetiu a estratégia do partido de criticar "os intocáveis", ou seja, autoridades brasileiras que usufruem de benefícios, descrevendo Zema como "alguém que vem de fora" e "um homem comum".
Críticas ao STF e Gilmar Mendes: 'farra dos intocáveis'
Durante a convenção, Romeu Zema reforçou o discurso anticorrupção e de crítica às autoridades.
"Estou na porta do galinheiro com espingarda, nenhuma raposa sequer se moveu. E o Brasil precisa de um presidente com esse perfil", declarou os jornalistas, após o evento realizado em Brasília.
Zema disse haver “aberrações que aconteceram no Supremo Tribunal Federal” e repetiu que quer “acabar com a farra dos intocáveis”, referindo-se às autoridades em Brasília.
"Nenhum outro pré-candidato tem criticado tanto essa farra quanto eu. Estou respondendo com muito orgulho a um processo do excelentíssimo senhor ministro Gilmar Mendes . Quero frisar que quem andou no jatinho do banqueiro bandido foi ele e os colegas dele, não fui eu", comentou.
Zema afirmou não ter rabo preso com empresários ou políticos e criticou os presidentes passados. "Precisamos de um presidente que não tenha o rabo preso, porque todos tiveram. Tinha filho envolvido, tinha parente envolvido, tinha gente do partido envolvido e cederam à pressão para poder acobertar os erros, os crimes. Não vou ter esse problema", continua.
Adversários em Minas
Em coletiva, após o evento, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que o PT enfrentou dificuldades no Estado porque ninguém "quer carregar esse ônibus". Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou usar o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) como “boi de piranha”.
"Lula, nos últimos, ficou procurando um boi de piranha para ser candidato do PT lá em Minas. Rodrigo Pacheco tirou o corpo fora. Depois foi a prefeita de Contagem (Marília Campos). E ele lançou à força meses, agora, o Patrus (Ananias), para poder ser candidato, pelo menos, para falar que está disputando. Todo mundo fugindo de carregar esse ônibus", disse.
Zema também afirmou que o Novo não é uma "partidão", mas que continuará falando com uma parte da população: "O Novo nunca vai ser uma partidão, aquele partido que tem aqui 80 deputados, mas um partido de nicho, aquele partido cirúrgico que faz a diferença, que tem marca e identidade", finalizou.
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