Política
Renan Santos critica Moraes e o acusa de favorecer Flávio Bolsonaro
Pré-candidato à presidência comenta decisão do STF sobre visitas de Flávio a Jair
Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo Missão, criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibir Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na avaliação de Renan Santos, a decisão ajuda o bolsonarismo a se vitimizar frente a uma suposta perseguição da Corte, o que fortalece o senador para concorrer à Presidência nas eleições de 2026.
"O Alexandre de Moraes, na bizarrice dele, se tornou uma espécie de cabo eleitoral do Flávio Bolsonaro", afirmou.
Nesta segunda-feira, 13, o ministro suspendeu por 90 dias o direito de visita do senador Flávio Bolsonaro ao pai Jair Bolsonaro, que cumpre pena em prisão domiciliar.
A medida é resposta à transmissão ao vivo feita por Flávio no sábado, 11, em que o senador leu uma carta escrita à mão pelo pai. No texto, Bolsonaro pede aos apoiadores que "deixem as diferenças" e chama o filho de "porta-voz em quem confio".
Para Moraes, Flávio usou o direito de visita com "exclusiva finalidade" de divulgar a carta nas redes sociais. Isso, diz o ministro, configura desvio de finalidade e descumprimento da medida cautelar que impede Bolsonaro de usar as plataformas digitais, inclusive por meio de terceiros.
Já Flávio Bolsonaro afirmou que o ato do ministro seria uma "desculpinha" para tirar o pai da domiciliar e interferir nas eleições.
Renan comparou a decisão com o período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve preso e Fernando Haddad disputou a eleição presidencial de 2018 com o apoio do petista.
"O Haddad fez campanha com uma carta do Lula, recebeu o apoio dele. Aí as pessoas percebem que há dois pesos e duas medidas", declarou.
Renan afirmou ainda que o ministro oferece ao senador um ambiente político favorável para desviar o foco de outras controvérsias.
"Às vezes eu acho que o Alexandre de Moraes é o marqueteiro do Flávio, porque tudo que ele quer e precisa é de um Bolsonaro para brigar. Aí as pessoas se esquecem do envolvimento dele no escândalo do Banco Master", afirmou.
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