Política

Além do caso Banco Master/Iprev, Rony Mota também aparece em ação de prestação de contas movida pela Arquidiocese

Caso Fundação Recriar envolve cobrança sobre recursos destinados a projetos sociais; nova frente amplia questionamentos sobre a gestão de valores públicos e sociais

Redação 10/07/2026
Além do caso Banco Master/Iprev, Rony Mota também aparece em ação de prestação de contas movida pela Arquidiocese
Rony Mota, ex-presidente do IPREV aparece em outra frente judicial

O nome de Rony Mota não aparece apenas no caso dos R$ 117 milhões do Iprev de Maceió aplicados no Banco Master. Ele também é citado em outra frente judicial: uma ação de prestação de contas movida pela Arquidiocese de Maceió relacionada à Fundação Recriar.

Segundo o Jornal de Alagoas, a Arquidiocese entrou com ação na Justiça estadual cobrando explicações sobre o uso de R$ 3,1 milhões destinados a projetos sociais voltados a dependentes químicos e pessoas em situação de rua. A medida foi encaminhada à 6ª Vara Cível de Maceió.

O processo tem como alvos o padre Walfran Fonseca, apontado como tesoureiro da Fundação Recriar, e Ronnie Rayner Teixeira Mota, citado como conselheiro fiscal da entidade. A ação, conforme a publicação, solicita que ambos prestem contas dos recursos recebidos e informem como os valores foram utilizados nos projetos sociais.

A própria Arquidiocese, em nota citada pela reportagem, afirmou que a medida judicial busca assegurar que as contas sejam devidamente prestadas, diante da ausência de informações e documentos relativos à gestão anterior.

A Folha de Alagoas também relacionou essa frente ao contexto político de Rony Mota, informando que as suspeitas envolvem emendas parlamentares destinadas a oficinas profissionalizantes para dependentes químicos, sendo parte dos recursos indicada por JHC quando ele exercia mandato de deputado federal.

O ponto jornalístico é relevante: no mesmo período em que Rony passou a ser cobrado pelo caso Iprev/Banco Master, seu nome também aparece em questionamentos sobre recursos de finalidade social, destinados a pessoas em situação de vulnerabilidade.

São casos distintos e devem ser tratados separadamente. Mas ambos levantam uma pergunta comum: como foram geridos recursos que tinham finalidade pública, social ou previdenciária?

No caso do Iprev, o dinheiro pertence ao fundo dos servidores municipais, aposentados e pensionistas. No caso da Fundação Recriar, os valores estavam ligados a projetos sociais e ações voltadas a dependentes químicos e pessoas vulneráveis.

A coincidência de questionamentos aumenta a pressão sobre Rony Mota. De um lado, ele precisa explicar sua participação na cadeia que levou milhões do Iprev ao Banco Master. De outro, aparece em uma ação que cobra prestação de contas de recursos sociais.

A apuração precisa avançar com documentos, atas, contratos, pareceres e movimentações financeiras. Sem isso, a sociedade continuará diante de uma sucessão de perguntas sem resposta.

O espaço permanece aberto para manifestação dos citados.