Política
De aliado de JHC a peça-chave no Iprev: a trajetória de Rony Mota antes do Banco Master
Antes de comandar o instituto previdenciário, Rony atuou em áreas sensíveis da gestão municipal, inclusive no Gabinete de Gestão Integrada ligado ao caso Braskem
Antes de se tornar o personagem central do caso Iprev/Banco Master, Rony Mota já ocupava espaço de confiança na estrutura política e administrativa ligada ao grupo do ex-prefeito de Maceió, João Henrique de Holanda Caldas, o JHC.
Segundo o portal 082 Notícias, Ronnie Reyner Teixeira Mota ganhou projeção pública a partir de sua atuação em áreas sensíveis da administração municipal de Maceió e mantinha vínculos políticos anteriores à posse de JHC. A publicação também afirma que ele participou da campanha eleitoral de 2020, que levou JHC ao comando da Prefeitura.
Essa relação ajuda a explicar a ascensão de Rony dentro da máquina pública. Em maio de 2023, ele foi nomeado diretor-presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió, justamente o órgão responsável por administrar recursos previdenciários de servidores, aposentados e pensionistas.
Antes do Iprev, Rony também atuou no Gabinete de Gestão Integrada, estrutura ligada ao enfrentamento dos impactos do afundamento do solo causado pela mineração da Braskem em Maceió. A Folha de Alagoas registrou que, antes de assumir o instituto, ele atuava no GGI, responsável por gerenciar os impactos do desastre provocado pela mineração de sal-gema na capital.
A trajetória mostra que Rony não era um nome periférico. Ele circulava em áreas de grande sensibilidade política, social e financeira: primeiro no drama urbano dos bairros atingidos pela Braskem; depois, no comando do instituto previdenciário dos servidores municipais.
Foi no Iprev que seu nome ficou definitivamente associado ao investimento milionário no Banco Master. A Folha de Alagoas informou que Rony comandava o instituto quando ocorreu um primeiro aporte de R$ 80 milhões em letras financeiras do banco e que, em maio de 2024, o comitê de investimentos também ligado à gestão do instituto comprou mais R$ 17 milhões em papéis da instituição financeira.
A pergunta que fica é inevitável: por que um homem com passagem por setores tão sensíveis da gestão JHC foi parar justamente no comando do cofre previdenciário dos servidores?
O caso agora deixa de ser apenas financeiro. Também passa a ser político. Rony Mota era apenas um técnico de confiança ou um operador administrativo colocado em posições estratégicas?
A resposta pode ajudar a entender não apenas como o dinheiro do Iprev foi parar no Banco Master, mas também como determinadas decisões eram tomadas dentro da gestão municipal de Maceió.
O espaço permanece aberto para manifestação dos citados.
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