Política

Presidente nacional da federação de JHC, Aécio Neves lidera rejeição e atinge 60%, apontou Nexus

Levantamento registrado no TSE sob o nº BR-08521/2026 e divulgada pelo Poder360 colocou o dirigente da federação PSDB-Cidadania como o pré-candidato à Presidência mais rejeitado entre os nomes testados

Redação 07/07/2026
Presidente nacional da federação de JHC, Aécio Neves lidera rejeição e atinge 60%, apontou Nexus
Aécio Neves preside a Federação PSDB/Cidadania que tem João Caldas Filho como pré-candidato ao governo de Alagoas

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, partido que abriga a pré-candidatura de JHC ao Governo de Alagoas, aparece no centro de uma fragilidade política que pode virar munição eleitoral: segundo levantamento da Nexus, divulgado pelo Poder360, o tucano é o pré-candidato à Presidência da República com maior rejeição entre todos os nomes testados.

De acordo com a pesquisa, 60% dos entrevistados disseram que não votariam em Aécio Neves “de jeito nenhum”. O índice coloca o presidente nacional do PSDB à frente de nomes também altamente polarizadores, como o senador Flávio Bolsonaro, que aparece com 51% de rejeição, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 49%.

O levantamento foi realizado entre os dias 26 e 28 de junho de 2026, ouviu 2.009 pessoas, tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95%, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08521/2026. Segundo a publicação do Poder360, a pesquisa foi paga pelo Banco BTG Pactual S.A.

O dado é explosivo porque atinge diretamente o comando nacional da legenda que tenta se reorganizar no país e que, em Alagoas, sustenta o projeto eleitoral de JHC. Aécio não é apenas um filiado histórico. Ele é o presidente nacional do PSDB, responsável por conduzir a estratégia tucana nas eleições de 2026 e por tentar devolver protagonismo a um partido que já governou o Brasil, mas perdeu espaço na disputa nacional.

Aécio carrega uma contradição política difícil de esconder. Foi o candidato que chegou ao segundo turno da eleição presidencial de 2014 contra Dilma Rousseff, saiu daquela disputa como líder nacional da oposição, mas, anos depois, viu sua imagem pública ser corroída por investigações, denúncias, desgaste político e perda de força eleitoral. Mesmo sem condenação criminal nos principais casos de repercussão nacional, o estrago político permaneceu.

Agora, ao reaparecer no tabuleiro nacional como eventual nome presidencial da federação PSDB-Cidadania, Aécio encontra uma barreira pesada: seis em cada dez eleitores dizem rejeitá-lo de forma absoluta.

Em Alagoas, o dado tem leitura política imediata. JHC tenta se apresentar como alternativa de poder no Estado, mas está vinculado ao PSDB comandado nacionalmente por Aécio. Ainda que rejeição nacional não seja automaticamente transferida para uma disputa estadual, adversários devem explorar a associação política entre o ex-prefeito de Maceió e o presidente nacional tucano.

O problema para JHC é que a eleição de 2026 tende a ser nacionalizada. Em um ambiente de polarização, federações, partidos, palanques presidenciais e alianças nacionais passam a pesar mais na construção da narrativa local. Nesse cenário, carregar o mesmo partido comandado por um dirigente com 60% de rejeição nacional pode deixar flancos abertos.

A rejeição de Aécio também revela uma fragilidade maior do próprio PSDB. O partido tenta se vender como centro, equilíbrio e alternativa à polarização, mas seu principal comandante nacional aparece, segundo a Nexus, como o mais rejeitado entre os presidenciáveis testados. É uma conta difícil de fechar: como reconstruir uma legenda em crise tendo no comando um nome que enfrenta tamanho bloqueio no eleitorado?

Para a campanha em Alagoas, o número abre uma nova frente de desgaste. JHC poderá ser cobrado não apenas por suas alianças locais, mas também por sua vinculação nacional ao PSDB de Aécio Neves. O debate pode sair da administração de Maceió e entrar no campo da identidade política: afinal, qual é o projeto nacional que acompanha o palanque tucano em Alagoas?

A pesquisa Nexus colocou Aécio no topo da rejeição presidencial. Em termos políticos, isso significa que o presidente nacional do partido de JHC chega à pré-campanha mais como passivo do que como cabo eleitoral. E, numa eleição dura, cada associação conta.