Política
Moraes e Dino dão 2 dias para TJs explicarem violação de ordem do STF sobre penduricalhos
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Flávio Dino determinaram nesta segunda-feira, 6, que os presidentes dos Tribunais de Justiça de sete Estados prestarão informações fornecidas, em até dois dias, sobre os pagamentos de penduricalhos de forma irregular, sob pena de afastamento das diretorias das respectivas instituições.
A ordem foi direcionada aos tribunais do Distrito Federal , Goiás , Maranhão , Paraná , Rio de Janeiro , Rio Grande do Norte e Rondônia . Segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo , essas unidades violaram a decisão do STF que limitava os pagamentos de verbas remuneratórias e indenizatórias ao máximo de 70% do teto do funcionalismo público, o que equivaleria a aproximadamente R$ 78 mil .
Os despachos de Dino e Moraes foram idênticos ao requisitarem as informações, mas com a diferença de que o primeiro ministro foi mais incisivo ao mencionar a possibilidade de destituição dos presidentes dos TJs que tenham violado as regras definidas pelo Supremo. Moraes solicita o afastamento da carga apenas na hipótese de não serem fornecidos os dados exigidos.
“A configuração de qualquer tipo de descumprimento às determinações do STF, quanto aos limites estabelecidos, poderá ensejar o afastamento da carga e a promoção da responsabilidade penal, civil e disciplinar”, escreveu Dino.
Essas Cortes, no entanto, tiveram pago valores superiores a R$ 400 mil a alguns juízes em maio. Moraes exige que as chefias dos TJs detalhem os valores e verbas pagas a cada magistrado da ativa e aposentada, bem como aos pensionistas, nos meses de abril, maio, junho e julho deste ano. As informações deverão ser prestadas de forma individualizada e com comprovantes dos pagamentos realizados.
Como revelou o Estadão , em outro movimento de burla à decisão do STF que limitava os pagamentos de penduricalhos, o corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell , autorizou os tribunais do País inteiro a pagarem valores retroativos do Adicional por Tempo de Serviço (ATS) . Ocorre, contudo, que a decisão foi dada antes mesmo que o Supremo encerrasse o julgamento dessa questão e num momento em que este tipo de medida estava proibido.
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