Política
Sessão solene aponta evolução do Corpo de Bombeiros do DF em 170 anos
Cerimônia foi realizada no Dia Nacional do Bombeiro Militar, reunindo oficiais e praças.
O Congresso Nacional realizou, nesta quinta-feira (2), uma sessão solene conjunta para comemorar os 170 anos do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). Com autoria dos senadores Izalci Lucas (PL-DF), que presidiu o evento, Humberto Costa (PT-PE) e do deputado federal Alberto Fraga (PL-DF), a solenidade ocorreu no dia dois de julho em homenagem ao Dia Nacional do Bombeiro Militar. No Plenário, com a presença de oficiais e praças, os convidados destacaram a evolução, as transformações e o orgulho de fazer parte da corporação.
Na abertura, que contou com a banda de música do Corpo de Bombeiros do DF executando o Hino Nacional, Izalci elogiou o heroísmo diário e a coragem dos bombeiros em enfrentar o perigo.
— “Há um som que a cidade aprendeu a reconhecer. Ele corta o ar, atravessa janelas, interrompe conversas, e o que acontece depois desse som diz muito sobre quem somos. Porque enquanto a sirene toca, há sempre alguém correndo na direção contrária. Todos se afastam do perigo, mas eles não, eles vão ao encontro dele. Esse gesto de avançar quando a lógica manda recuar não nasceu ontem; ele tem 170 anos de história nesta corporação”, reconheceu.
Izalci também lembrou que há mais de 60 anos, soldados do Rio de Janeiro deixaram para trás tudo que conheciam — ruas, quartéis — e atravessaram o Brasil com suas famílias para fundar, no meio do Cerrado, uma corporação que ainda não tinha cidade para proteger, uma vez que chegaram antes de Brasília estar pronta para recebê-los.
— “Vieram para que ela pudesse, um dia, confiar que teria quem a protegesse. Mas há algo que nenhuma data comemorativa consegue registrar sozinha: o rosto de quem está dentro de um uniforme. Por trás de cada farda, há uma história que normalmente não chega até este Plenário. É o pai que troca o jantar em família pelo plantão de 24 horas, é a mãe que, antes de sair de casa, beija os filhos sem saber ao certo que tipo de cena vai encontrar naquele dia. É o jovem recém-formado na academia, que ainda carrega no corpo a adrenalina do primeiro resgate, e o veterano que já perdeu a conta de quantas vidas cruzaram o seu caminho, e que mesmo assim, ainda sente o peso de cada uma delas. Cada um desses bombeiros tem nome, tem família esperando em casa. Tem uma vida inteira acontecendo entre uma ocorrência e outra, e é justamente por isso que o que fazem é ainda mais extraordinário, porque escolhem repetidas vezes colocar a vida de estranhos à frente da própria segurança”, destacou.
Por fim, o senador pediu a aprovação da PEC 01/2025, de sua autoria, que visa transferir definitivamente ao governo do Distrito Federal a autonomia para gerir os recursos do Fundo Constitucional. O texto retira da União a competência de autorizar reajustes e concursos para as forças de segurança locais (Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros), garantindo, segundo ele, mais estabilidade financeira e administrativa para o DF.
Orgulho e trabalho social
O coronel Moisés Alves Barcelos, comandante-geral do CBMDF, expressou o imenso orgulho de liderar 5.154 homens e mulheres da instituição no DF, que defendem a população dia e noite, salvando vidas. Ele afirmou que, apenas no ano passado, foram quase 200 mil atendimentos à população.
— “Cento e noventa e quatro mil vidas que a gente deu uma esperança. Que esperavam que a ajuda viesse, e a gente, como instrumento divino, faz o nosso trabalho diuturnamente nas ruas do Distrito Federal”, afirmou.
O comandante ressaltou que a corporação vai além do que estipula a Constituição, atuando em diversos projetos sociais, além da prestação de socorro.
— “Temos 1300 idosos, que eu falo que são nossos jovens com mais de 60 anos, em 11 diferentes locais do Distrito Federal. Temos 1.500 jovens abaixo de 14 anos nas regiões administrativas, nas nossas unidades, que a gente tira do contraturno escolar, que a gente dá dignidade, amor e carinho. Todo aleitamento materno no Distrito Federal é recolhido pelo Corpo de Bombeiros. São 17 escolas de gestão compartilhada, totalizando quase 20 mil alunos que o Corpo de Bombeiros toma conta junto com a Secretaria de Educação”, acrescentou.
Respeito a todas as gerações de bombeiros
Com mais de 30 anos na profissão, o coronel Flávio Murilo Nunes Pereira, subcomandante-geral do CBMDF, afirmou que a instituição evoluiu muito nas últimas décadas, mas salientou a importância de resgatar a tradição, a cultura e a doutrina da instituição, para integrar as novas gerações de bombeiros.
— “São gerações convivendo ao mesmo tempo, então a conversa, o modo de capacitação e o modo de trabalho é diferente entre essas gerações. E a corporação tem evoluído de uma forma geral, respeitando essas gerações. Hoje existe uma valorização das mulheres, uma valorização dos nossos veteranos, que nunca houve há um tempo atrás. A gente não via isso e temos visto. Percebemos essa mudança, em especial durante esses meus 31 anos, e a corporação como um todo, dentro desses 170 anos”, destacou.
Ele acrescentou que a corporação hoje está mais habilitada, mais capacitada, com mais tecnologia e uma administração mais correta.
Participação feminina na corporação
A coronel Shirlene Costa, comandante operacional do CBMDF, expressou seu orgulho em ter um efetivo cada vez maior composto por mulheres.
— “É pra mim um imenso orgulho dizer que hoje cerca de 25% do nosso efetivo é composto por bombeiras, bombeiras militares que quebram mais barreiras e alcançam lugares de destaque, onde quiserem estar. Sempre estamos à disposição pra cumprir o nosso lema, como disse aqui, no nosso vídeo: vidas alheias riquezas de salvar”.
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