Política

Wagner afirma que candidatura ao Senado está mantida e minimiza saída da liderança

Líder do governo Lula no Senado disse estar seguro sobre sua conduta e afirmou que o presidente manifestou solidariedade após operação da PF

Estadao Conteudo 18/06/2026
Wagner afirma que candidatura ao Senado está mantida e minimiza saída da liderança
Jaques Wagner - Foto: Carlos Moura/Agência Senado Fonte: Agência Senado

O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou nesta quinta-feira (18) que seu pedido de reeleição está mantido, mesmo após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF). A investigação visa uma suposta coleta de propina pelo petista para defensores de interesses do Banco Master no Congresso Nacional.

“Minha candidatura está absolutamente mantida. Eu estou muito seguro de tudo que fiz, estou muito seguro da minha vida pessoal. Eu não tenho CNPJ, eu só tenho CPF. Eu não tenho empresa, não tenho nada. Eu tenho um apartamento, que é onde eu moro, e meu sítio lá em Andaraí. Esse é meu patrimônio e está declarado no Imposto de Renda. Então, minha candidatura se mantém”, declarou o parlamentar, em entrevista à BandNews TV.

Wagner lembrou que, em fevereiro de 2018, quando também era candidato ao Senado, foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal no âmbito da Operação Vermelho, desdobramento da Lava Jato que investigou desvios e superfaturamento na construção e na gestão da Arena Fonte Nova, em Salvador.

"Eu fui candidato em 2018, mantive minha candidatura e fui o senador mais bem votado da história da Bahia. Não estou dizendo que isso vai se repetir, mas não há por que retirar minha candidatura. Ela está mantida", destacou.

O senador também classificou como “muito difícil” a possibilidade de ser retirado da liderança do governo no Senado e minimizou eventual pressão interna no PT pela troca no posto.

"Eu continuo na liderança até que o presidente Lula peça para eu me retirar. Eu não acho que ele vá fazer isso, mas, se ele fizer isso, é um direito dele, o cargo é do presidente da República. Eu falei com ele hoje, quinta-feira, e ele sequer tocou nesse tema. Então, na minha opinião, ele vai manter", afirmou.

Wagner disse ainda ter conversado por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a operação. Segundo o parlamentar, o chefe do Executivo manifestou solidariedade durante a ligação.

"Ele só ligou para dizer: 'Fique firme. Essa é uma tentativa de desestabilizar você, mas conte com a minha confiança'. Então, do meu ponto de vista, até agora o que eu tenho do presidente Lula é a solidariedade ao ocorrido", relatou.

O líder do governo também ressaltou que é signatário do requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o escândalo envolvendo o Banco Master. Apesar disso, afirmou considerar que a CPI não exigiria novos elementos às investigações já conduzidas pela Polícia Federal.