Política

Ex-sócio do Master cancela depoimento à PF após ser alvo de nova operação

Augusto Lima seria ouvido sobre suspeitas de fraude envolvendo o BRB, mas defesa desistiu do depoimento após nova fase da investigação

Estadao Conteudo 18/06/2026
Ex-sócio do Master cancela depoimento à PF após ser alvo de nova operação
Augusto Lima com Vorcaro - Foto: Reprodução / internet

O empresário Augusto Lima , ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, desistiu de prestar depoimento à Polícia Federal nesta quinta-feira, 18, sobre suspeitas de fraude envolvendo uma tentativa de venda ao Banco Regional de Brasília (BRB). A decisão ocorreu após ele ser alvo de uma nova fase da Operação Compliance Zero .

Lima foi questionado pela PF sobre sua participação na operação envolvida no BRB e a suposição de fabricação de carteiras de crédito falsas vendidas ao banco público de Brasília.

A nova fase da investigação, no entanto, mira suspeitas de pagamento de propina atribuídas a Lima ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), além de possíveis irregularidades na implantação de um sistema de crédito consignado para servidores estaduais da Bahia no período em que Wagner era governador.

Diante dos novos fatos, a defesa do empresário optou por cancelar o depoimento, considerado um dos mais relevantes desta fase final do inquérito relacionado ao BRB.

A Polícia Federal também ouve outros ex-gestores do Banco Master e do BRB sobre a operação. A rodada de depoimentos deve se estender até julho.

Em nota, a defesa de Augusto Lima afirmou que “as diligências realizadas pela Polícia Federal nestes dados eram desnecessárias”, pois o empresário estaria “há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração”.

"De todo modo, as medidas contribuem para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos. Augusto Lima sempre atuoso dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública", afirmaram os advogados Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebástian Mello.