Política
CDH aprova vagas de aprendizagem para jovens em acolhimento
Projeto beneficia adolescentes acolhidos e jovens egressos do sistema; proposta segue para análise da Comissão de Assuntos Sociais
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (17) projeto que prevê a oferta de vagas de aprendizagem profissional para adolescentes em regime de acolhimento familiar ou institucional e jovens egressos desse sistema.
O PL 3.093/2023, de autoria do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), recebeu parecer favorável na forma de substitutivo apresentado pelo relator, senador Marcio Bittar (PL-AC). O relatório foi lido durante a reunião pelo senador Jaime Bagattoli (PL-RO). Agora, a matéria segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
O texto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para incluir, de forma expressa, a oferta de vagas de aprendizagem profissional a adolescentes em acolhimento familiar ou institucional.
A proposta tramita em conjunto com o PL 4.164/2021, do ex-senador Rodrigo Cunha, que propõe mudanças na lei do Projovem para incluir jovens egressos de programas de acolhimento no Projovem Urbano e no Projovem Trabalhador.
Marcio Bittar considerou, no entanto, que a dispensa de requisitos do Projovem para jovens egressos do acolhimento poderia descaracterizar a finalidade do programa e criar tratamento diferenciado em relação a outros jovens em situação de vulnerabilidade social. Por esse motivo, votou pela prejudicialidade do PL 4.164/2021.
De acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em julho de 2022 havia 34 mil crianças e adolescentes abrigados em casas de acolhimento e instituições públicas no Brasil.
Segundo Jorge Kajuru, muitos desses adolescentes não serão adotados nem retornarão ao convívio familiar, “o que torna necessária a criação de mecanismos para garantir qualificação e inserção deles no mercado de trabalho”.
O substitutivo torna obrigatória a oferta de vagas de aprendizagem para esse público e inclui também os egressos do regime de acolhimento familiar ou institucional. As condições deverão ser definidas em instrumentos de cooperação entre os estabelecimentos e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Para Bittar, a medida contribuirá para garantir formação educacional, qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho a jovens em situação de vulnerabilidade.
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