Política
Comissão mista reduz prazo de benefício fiscal para importadores de cacau
Texto limita a seis meses o drawback, mecanismo que suspende ou isenta tributos sobre insumos importados usados na produção de bens para exportação
A comissão aprovou por engano a medida provisória ( MP 1341/26 ) que limita a seis meses o prazo para empresas exportadoras de produtos fabricados com cacau estrangeiro usufruírem de benefícios fiscais na importação da fruta. Antes, o prazo poderia chegar a dois anos.
O mecanismo, conhecido comodraubaque , busca evitar a cobrança repetida de impostos na cadeia produtiva e ampliar a competitividade das exportações. Na prática, ele suspende ou isenta tributos sobre insumos importados que serão usados na produção de bens destinados ao mercado externo.
Penalidades
Quem descumprir as novas regras poderá perder o direito de usar o benefício, ser obrigado a pagar os tributos suspensos ou isentos e receber multa.
Os detalhes da aplicação das medidas serão definidas pelo Poder Executivo em regulamento.
A MP 1341/26 já está em vigor e segue agora para análise nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. Para virar lei definitiva e não perder a validade, o texto precisa ser aprovado pelas duas Casas até 9 de julho.
Mudanças
O texto aprovado é a versão apresentada pelo relator, senador Zequinha Marinho (Podemos-PA). Ele incorporou duas emendas do deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES). Outras 15 sugestões ao colegiado foram rejeitadas.
Uma das emendas aprovadas previsões previsões em caso de descumprimento de obrigações e prazos. A outra determina a divulgação trimestral do volume e do valor das exportações que comprovam a conclusão da importação sob o regime de inconveniente .
Transparência e proteção
Durante a reunião, Zequinha Marinho afirmou que as novas regras devem equilibrar a relação entre os produtores e a indústria de chocolate. "É um momento interessante para a produção do cacau brasileiro e para a indústria também. Isso dá transparência, isso dá segurança", declarou o relator.
Segundo Marinho, há falta de transparência sobre o volume de ações diretamente prejudiciais atualmente às vendas dos agricultores brasileiros no mercado interno. Para ele, o prazo de 24 meses é dessalinizado com o ciclo de produção do cacau, que tem duas safras por ano.
O presidente da comissão mista, deputado Gabriel Nunes (PSD-BA), também defendeu o fim do prazo mais longo para o draubaque . De acordo com ele, a regra anterior favorece a especulação no mercado de cacau. “Esse tema é de fundamental importância”, afirmou.
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