Política
Flávio Bolsonaro pede que eleitores torçam pelo Brasil na Copa “com a camisa do Bolsonaro”
Em agenda no Pará, senador acusou o governo Lula de tentar se apropriar da bandeira nacional e fez críticas ao PT, à segurança pública e à política ambiental
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, convocou apoiadores a torcer pela Seleção Brasileira na Copa “com a camisa do Bolsonaro”. O pedido foi feito em vídeo publicado nas redes sociais. Na mesma postagem, ele acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de querer “roubar” a bandeira do Brasil.
As declarações foram dadas nesta quinta-feira, 11, durante agenda do pré-candidato no Pará. O senador passou por Altamira e Belém, onde discursou para apoiadores e cumprimentou eleitores. Flávio participou do lançamento das pré-candidaturas do deputado federal Éder Mauro (PL-PA) ao Senado e do médico Daniel Santos (Podemos) ao governo do estado. Nos eventos, usava uma camiseta com a frase “A Amazônia é nossa”.
O palanque contou também com a participação de uma criança. Flávio levou uma menina ao palco e perguntou por que ela gostava do “tio Bolsonaro”. Chorando, ela respondeu: “porque eles não são ladrões” e “cuidam da nossa família e não permitem que roubem nossas terras”. O pré-candidato agradeceu à menina e afirmou estar cumprindo “uma missão dada pelo presidente Bolsonaro e por Deus” para “garantir o futuro de crianças”.
A Amazônia também foi tema dos discursos. Flávio defendeu o direito à propriedade privada dos moradores da região, afirmando que eles são garantidores da soberania brasileira sobre o território amazônico. Criticou o PT por, segundo ele, impedir que produtores rurais trabalhem livremente em suas terras e prometeu, para 2027, facilitar licenças para atividades agropecuárias e de mineração no estado.
O senador dedicou parte dos discursos a atacar a atuação do governo federal no combate às facções criminosas. Flávio afirmou ter ido aos Estados Unidos pedir que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) fossem classificados como organizações terroristas. Ele também acusou Lula de ter feito “lobby a favor de traficantes e terroristas”. Nos vídeos, chegou a estipular um prazo para que integrantes dessas organizações se entreguem ou sejam “neutralizados pela polícia”, caso vença a eleição.
No campo econômico, Flávio prometeu retomada de investimentos e geração de empregos, atribuindo a situação atual à falta de confiança no governo federal. Também se comprometeu com obras de saneamento básico em Belém, citando cenas de esgoto a céu aberto que disse ter visto no trajeto até o evento.
Flávio foi recebido com entusiasmo nos eventos, que reuniram multidões. A mobilização da base bolsonarista, no entanto, contrasta com o histórico eleitoral recente no estado: nas eleições de 2022, Jair Bolsonaro foi derrotado no Pará nos dois turnos. No primeiro, Lula liderou com 52,22% dos votos válidos, contra 40,27% de Bolsonaro. No segundo turno, a diferença se manteve: Lula obteve 54,75% dos votos válidos, o equivalente a 2,5 milhões de votos, contra 45,25% do então presidente, cerca de 2 milhões de votos.
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