Política

Proposta de delação de Vorcaro cita suposta propina de US$ 30 milhões a Alcolumbre, diz revista

Segundo a Veja, banqueiro teria mencionado conta no exterior para repasse de recursos ao presidente do Senado; PF rejeitou a proposta de acordo

Estadao Conteudo 12/06/2026
Proposta de delação de Vorcaro cita suposta propina de US$ 30 milhões a Alcolumbre, diz revista
- Foto: Reprodução

A segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria incluído uma acusação de pagamento de propina ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), segundo reportagem da revista Veja. De acordo com a publicação, um dos temas oferecidos pelo empresário aos investigadores mencionaria o uso de uma conta no exterior para repassar recursos ao senador do Amapá.

Conforme a revista, o suposto pagamento teria sido de US$ 30 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 153,5 milhões na cotação atual. A quantia teria sido depositada em uma conta secreta e repassada a Alcolumbre em troca de apoio a assuntos de interesse de Vorcaro. Ainda segundo a Veja, a operação financeira teria sido realizada por Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro.

Nesta quinta-feira, 11, a Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal uma manifestação informando que rejeitou a proposta de delação de Vorcaro. O conteúdo do acordo ainda está em análise na Procuradoria-Geral da República. O procurador-geral, Paulo Gonet, orientou sua equipe a examinar o material com cautela e ainda não definiu prazo para concluir a avaliação.

Outro ponto da proposta, conforme divulgado pela revista, trataria de negócios do Banco Master com integrantes do governo da Bahia. O nome citado é o do ex-ministro e ex-governador baiano Rui Costa. Nesse trecho, não haveria referência a pagamento de propina, mas sim a uma promessa de relato sobre como o banqueiro teria mantido em funcionamento um sistema de empréstimo consignado vinculado à folha de pagamento dos servidores estaduais.

A primeira proposta apresentada por Vorcaro havia sido rejeitada em 20 de maio. Na ocasião, a Polícia Federal recusou o material, mas a Procuradoria-Geral da República demonstrou disposição em dar prosseguimento às negociações e receber complementações.