Política
Comissão aprova LDO de 2027 e valida 23 emendas de vereadores em Maceió
Parecer favorável destaca foco em impactos ambientais, reforma tributária e rejeição a corte de cargos comissionados
A Câmara Municipal de Maceió deu um passo decisivo para a definição das finanças públicas do município. A Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira emitiu parecer favorável ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano de 2027. O texto, enviado pelo Poder Executivo, recebeu o aval do relator, vereador Samyr Malta, e foi publicado no Diário Oficial do Município nesta quinta-feira (11).
Com a aprovação do parecer, que atesta a conformidade da proposta com a Lei de Responsabilidade Fiscal e com a Constituição Federal, o projeto está pronto para seguir o rito de tramitação no Legislativo antes de ir à votação em plenário. A LDO é a peça que define as metas e prioridades da prefeitura, servindo como base para a elaboração do orçamento anual (LOA).
Prioridades e Emendas Aprovadas
Dos 26 adendos apresentados pelos parlamentares, a comissão validou 23. Entre os pontos centrais destacados pelo relatório estão o monitoramento dos reflexos da reforma tributária na arrecadação local, o equilíbrio da previdência municipal e o controle de riscos fiscais.
O texto final incorporou demandas sociais e de infraestrutura urgentes para a capital alagoana. Ganharam força emendas voltadas para:
Impacto Ambiental: Diretrizes para os bairros do entorno das áreas afetadas pelo afundamento do solo e criação de mecanismos para emergências climáticas.
Inclusão e Social: Fortalecimento de políticas para a primeira infância, direitos de pessoas com deficiência e acessibilidade urbana.
Apoio à Mulher: Ampliação do acolhimento institucional para vítimas de violência e fomento ao empreendedorismo feminino.
Redução de Comissionados e Destinação da Cosip São Rejeitadas
Apesar do amplo consenso na maior parte das propostas, três emendas foram barradas pela Comissão de Finanças. O veto de maior repercussão foi aplicado à sugestão do vereador Tácio Melo, que previa o corte mínimo de 50% dos cargos comissionados e funções de confiança na administração direta e indireta.
"A medida extrapola o papel da Lei de Diretrizes Orçamentárias ao impor uma reorganização administrativa específica", justificou o relator no parecer, apontando vício de constitucionalidade na interferência sobre a estrutura do Executivo.
Também foram rejeitadas a proposta que obrigava o repasse de 20% da Contribuição de Iluminação Pública (Cosip) para regiões com altos índices de criminalidade, e a tentativa de reduzir pela metade (de 20% para 10%) o limite permitido para o remanejamento de dotações orçamentárias por parte do governo municipal.
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