Política
PF encontra arma ilegal na casa de prefeito investigado por desvios na saúde
Pablo Carvalho, prefeito de Sebastião Barros (PI), foi preso em flagrante por posse ilegal de arma e liberado após pagar fiança
A Polícia Federal (PF) encontrou uma pistola calibre .380 e munições ilegais na casa do prefeito de Sebastião Barros (PI), Pablo Carvalho, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em uma investigação sobre possíveis desvios de verbas da saúde em municípios do interior do Piauí. A apreensão resultou na prisão em flagrante do gestor.
A diligência integra a Operação Expansão de Domínio, deflagrada nesta quarta-feira, 10, pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). A ação apura suspeitas de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo uma empresa fornecedora de materiais hospitalares e odontológicos com contratos em prefeituras piauienses.
Segundo o delegado Yure Saulo, titular da Delegacia Seccional de Corrente — responsável pelo município de Sebastião Barros, que tem pouco mais de 3 mil habitantes —, o prefeito foi conduzido por policiais federais à unidade após a localização do armamento. De acordo com o delegado, a autuação se restringiu exclusivamente ao crime de posse ilegal de arma.
A fiança foi fixada em 40 salários mínimos, o equivalente a cerca de R$ 64 mil. Após o pagamento, o prefeito foi liberado.
Nas redes sociais, Pablo Carvalho afirmou ter colaborado com as autoridades desde o início da ação e disse que permanece à disposição da Justiça. O gestor negou ter conhecimento de qualquer irregularidade relacionada às licitações investigadas e declarou que todos os procedimentos administrativos foram conduzidos dentro da legalidade.
Carvalho também atribuiu a origem da investigação a motivações políticas. Segundo ele, a denúncia que deu início às apurações da PF teria partido da oposição ao governo e do ex-vereador Geraldo Corado, falecido em 2024 durante a apuração do resultado das eleições em Sebastião Barros.
A operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão e determinou o afastamento cautelar de três agentes públicos nos municípios de Sebastião Barros, São Braz do Piauí, Bela Vista do Piauí, Corrente e São Raimundo Nonato. A Justiça Federal também suspendeu os contratos da empresa investigada com o poder público e proibiu a celebração de novos acordos enquanto durarem as investigações.
De acordo com a PF e a CGU, as apurações apontam indícios de direcionamento de contratações públicas e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos para favorecer a empresa em licitações e na execução de contratos administrativos. Os órgãos também informaram que a empresa investigada fornecia veículos a gestores municipais em cidades onde mantinha atuação.
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