Política

CRA aprova seguro-desemprego para extrativistas vegetais

Proposta prevê pagamento de um salário mínimo durante períodos em que a atividade for proibida ou impedida por decisão do poder público

Agência Senado 10/06/2026
CRA aprova seguro-desemprego para extrativistas vegetais
Aprovado pela Comissão de Agricultura, texto será analisado pela Comissão de Assuntos Econômicos - Foto: Carlos Moura/Agência Senado Fonte: Agência Senado

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) aprovou, nesta quarta-feira (10), o projeto de lei que concede seguro-desemprego a extrativistas vegetais durante o período em que a atividade estiver proibida ou impedida por determinação do poder público.

O PL 3.670/2020, de autoria do senador Wellington Fagundes (PL-MT), recebeu parecer favorável do relator, senador Marcos Rogério (PL-RO), e segue agora para análise da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

De acordo com o texto, o benefício será equivalente a um salário mínimo mensal e será pago ao extrativista que comprovar o exercício da atividade de forma ininterrupta, artesanal, sustentável ou em regime de economia familiar, desde que não possua outra fonte de renda.

A proposta também contempla seringueiros proprietários ou posseiros de áreas de até dois módulos fiscais.

O projeto estabelece que o benefício será pessoal e intransferível. O trabalhador não poderá receber, no mesmo ano, mais de um seguro-desemprego decorrente de impedimentos relacionados a espécies diferentes.

A matéria também exclui do pagamento as atividades de apoio ao extrativismo e familiares que não atendam aos requisitos previstos. O custeio será feito com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Para Marcos Rogério, a proposta estende aos extrativistas vegetais uma proteção semelhante à já garantida aos pescadores artesanais durante o período de defeso.

O relator destacou ainda que a atividade extrativista contribui para a fixação de populações ribeirinhas, especialmente na Amazônia, e pode ser estratégica para a preservação ambiental e para a sobrevivência de brasileiros que vivem longe dos grandes centros urbanos.