Política
Alan Rick defende diagnóstico precoce e mais informação sobre a LAM
Senador destaca dificuldades para identificar a doença rara, que afeta principalmente mulheres em idade fértil, e cobra políticas de orientação e atendimento especializado.
O senador Alan Rick (Republicanos-AC) registrou, em pronunciamento no Plenário na terça-feira (9), a Semana Mundial de Conscientização sobre a Linfangioleiomiomatose (LAM), doença rara que afeta principalmente mulheres em idade fértil.
O parlamentar chamou atenção para a dificuldade de diagnóstico e defendeu ações de informação e orientação sobre a enfermidade. Segundo ele, a LAM costuma ser confundida com outras doenças respiratórias, o que pode atrasar o início do tratamento.
A linfangioleiomiomatose é uma neoplasia de caráter benigno, mas, ao se espalhar, compromete a respiração e pode afetar os pulmões, os vasos linfáticos e os rins.
— A realidade é que a LAM continua sendo uma doença pouco conhecida e frequentemente confundida com outras enfermidades respiratórias, como asma, bronquite ou enfisema. Mais informação gera o diagnóstico precoce. Diagnóstico precoce gera tratamento. E tratamento significa dignidade, esperança e mais qualidade de vida para milhares de mulheres brasileiras — afirmou.
Alan Rick também defendeu a aprovação de projeto de sua autoria que institui a Política Nacional de Conscientização e Orientação sobre a Linfangioleiomiomatose. A proposta, apresentada quando ele era deputado federal, foi aprovada pela Câmara dos Deputados e tramita no Senado como PL 5.238/2025.
De acordo com o senador, o objetivo é ampliar o acesso à informação sobre a doença, promover a capacitação de profissionais de saúde e estimular a criação de centros de referência para diagnóstico e acompanhamento especializado.
Desabamento de ponte
Alan Rick também comentou o desabamento da ponte Frei Paolino Baldassare, sobre o Rio Iaco, em Sena Madureira, no Acre. O senador lamentou que quatro pessoas tenham ficado feridas e pediu a apuração das causas do acidente, além da responsabilização dos envolvidos.
— Os culpados devem ser responsabilizados e essa conta não pode ser paga pelo povo do Acre. O povo do Acre não pode pagar R$ 36 milhões, dinheiro suado dos acrianos e dos brasileiros, por conta de uma obra malfeita e cuja fiscalização foi mal executada pelos próprios órgãos do Estado — disse o senador.
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