Política
Desaprovação ao governo Lula vai a 48%, ante 49% em maio
Levantamento mostra aprovação em 47% e aponta estabilidade na avaliação do governo dentro da margem de erro
A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou de 49% em maio para 48% em junho, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 10. O resultado indica continuidade de uma tendência de queda numérica registrada nos últimos meses. A aprovação passou de 46% para 47%.
Desde abril, a desaprovação vem recuando. Naquele mês, 52% dos entrevistados desaprovavam o governo, o maior percentual desde julho do ano passado. Desde então, o índice caiu gradualmente.
Questionados sobre a avaliação da gestão federal, 38% disseram enxergar o governo de forma negativa; 34% afirmaram avaliá-lo positivamente; e 26% consideraram a administração regular. Outros 2% não souberam ou não responderam.
Programas
A melhora na popularidade ocorre em um momento em que o governo lançou programas com forte apelo eleitoral, como a linha de crédito para motoristas de aplicativo e taxistas, o fim da taxa das blusinhas e o Desenrola 2.0. A Genial/Quaest também perguntou aos eleitores sobre essas medidas anunciadas pelo presidente.
As ações para reduzir o preço dos combustíveis aparecem como as mais populares: 53% disseram conhecê-las e aprová-las. Outros 36% afirmaram não conhecer as medidas, enquanto 11% disseram conhecê-las, mas não aprová-las.
O fim da taxa das blusinhas é aprovado por 45% dos entrevistados, enquanto 13% desaprovam e 42% afirmaram não conhecer a medida. O programa Move Brasil, voltado à oferta de crédito para motoristas, tem aprovação de 41%, rejeição de 9% e é desconhecido por 50%. Já o programa Brasil contra o Crime Organizado é aprovado por 39%, rejeitado por 11% e desconhecido por 50%.
As principais preocupações dos entrevistados permaneceram semelhantes às registradas em maio. A violência segue como o maior problema apontado, com 30% das citações, um ponto percentual a menos que no mês anterior. A corrupção passou de 18% para 19%; os problemas sociais, de 15% para 16%; e a saúde se manteve em 12%. A economia oscilou de 12% para 13%, enquanto a educação passou de 6% para 5%.
A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 8 de junho, com 2.004 entrevistas presenciais. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.
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