Política

Senado adia votação sobre indicação de Benedito Gonçalves ao CNJ

Votação foi cancelada por falta de quórum; novo corregedor do CNJ deve tomar posse apenas em setembro.

20/05/2026
Senado adia votação sobre indicação de Benedito Gonçalves ao CNJ
- Foto: Carlos Moura/Agência Senado Fonte: Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu cancelar nesta quarta-feira (20) a votação da indicação do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para o cargo de corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no biênio 2026-2028.

Dos 67 senadores presentes, apenas 59 registraram voto. Como a aprovação exige maioria absoluta (41 votos), Alcolumbre optou por não concluir o processo e anunciou que a indicação será submetida ao Plenário em outra ocasião. O adiamento foi defendido em plenário pelos senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Weverton (PDT-MA).

— A posse do novo corregedor ocorrerá em 3 de setembro. Portanto, como temos muito prazo, eu determino o cancelamento da votação — declarou o presidente do Senado.

Durante o debate, senadores como Otto Alencar (PSD-BA) manifestaram apoio ao nome de Benedito Gonçalves, enquanto outros, como Marcos do Val (Avante-ES), sinalizaram voto contrário. Senadores da oposição solicitaram que a votação fosse concluída com os 59 votos computados, mas não foram atendidos por Alcolumbre.

Pela manhã, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) havia aprovado a indicação de Benedito Gonçalves por 21 votos a 5, encaminhando o nome em regime de urgência ao Plenário. A indicação (OFS 4/2026), originária do STJ, teve relatoria do senador Cid Gomes (PSB-CE).

Benedito Gonçalves é graduado em direito, com mestrado e especialização. Antes de ingressar na magistratura, atuou como inspetor de alunos no Rio de Janeiro nos anos 1970, papiloscopista da Polícia Federal e delegado de polícia no Distrito Federal.

Em 1988, tornou-se juiz federal, exercendo funções no Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Dez anos depois, foi promovido a desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região e, em 2008, chegou ao cargo de ministro do STJ, onde permanece até hoje.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é responsável pelo controle administrativo, financeiro e disciplinar do Poder Judiciário, atuando para garantir transparência, eficiência e cumprimento dos deveres dos magistrados, além de padronizar procedimentos em todo o país.