Política
Flávio Bolsonaro faz aceno a Tarcísio e critica governo Lula em evento no interior de SP
Senador reforça pré-candidatura à Presidência, elogia Tarcísio e Derrite e aponta troca de delegado da PF e endividamento do País
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), chamou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de "meu amigo" durante discurso neste sábado (16), em Sorocaba, no lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado.
Tarcísio, que também é pré-candidato à reeleição, estava previsto no evento, mas não compareceu devido a uma gripe, conforme informou sua assessoria de imprensa.
Na véspera, Flávio e Tarcísio participaram juntos do lançamento da pré-candidatura de Derrite em Campinas, também no interior paulista.
"Meu amigo Tarcísio de Freitas, nosso pré-candidato ao governo de São Paulo, que está fazendo um trabalho histórico junto com Derrite e André do Prado (PL-SP)", afirmou Flávio em Sorocaba. Prado é presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo e também pré-candidato ao Senado pelo PL.
O discurso de Flávio ocorre em meio à crise que atinge sua pré-campanha, após a divulgação de áudios e mensagens pelo portal The Intercept, nos quais o senador pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante o evento, Flávio reforçou sua intenção de disputar a Presidência e destacou que conta com um grupo de pessoas "que vão trabalhar de punho cerrado para defender o nosso Brasil".
O pré-candidato do PL criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificando-o como "corrupto e perseguidor de adversários políticos". Flávio também mencionou a substituição do delegado da Polícia Federal responsável pelo inquérito sobre desvios no INSS, que havia solicitado investigação contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
"Vocês acabaram de ver, eles aparelharam até a Polícia Federal. Trocaram o delegado que quebrou o sigilo do Lulinha, que recebia dinheiro do Careca INSS para tentar manipular as investigações", declarou.
O senador ainda criticou o endividamento do País e a alta taxa de juros, atribuindo os problemas ao "governo irresponsável". "Esse percentual altíssimo que fica corrigindo a dívida dos brasileiros a torna impagável. Dois Desenrolas em apenas três anos do governo Lula. Somadas as dívidas de todo mundo, dá 500 bilhões de reais. E esse outro Desenrola dele, ele está oferecendo 4,5 bilhões de reais – e ainda por cima, o dinheiro do FGTS da própria pessoa que quer se livrar da dívida", afirmou.
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