Política
Ministro da Saúde critica Flávio Bolsonaro e o chama de 'Bolsonarinho antivacina'
Durante anúncio de ações para ampliar vacinação, Padilha questiona postura do senador e reforça prioridade do governo Lula
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, aproveitou o anúncio de novas ações para ampliar a vacinação, nesta quarta-feira (22), para criticar o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, a quem se referiu como "Bolsonarinho". Até a publicação desta matéria, o senador não havia se manifestado sobre as declarações. O espaço segue aberto para posicionamento.
Em conversa com jornalistas, Padilha foi questionado sobre a força do movimento antivacina no Brasil e aproveitou para criticar a postura de Flávio Bolsonaro e de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
"Tem movimento (antivacina), tem candidato a presidente da República. O Bolsonarinho é antivacina. Não vem com esse papo agora de que ele é vacinado. O que que o Bolsonarinho fez quando o pai dele fazia chacota de vacina, falava que (quem) tomar vacina podia virar jacaré? Que que ele fez nessa época?", questionou o ministro.
A postura de Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19 foi um dos principais entraves à sua reeleição. Na ocasião, o então presidente chegou a minimizar a gravidade da doença, chamando-a de "gripezinha", além de adotar discurso negacionista, rejeitando a vacinação e o uso de máscaras.
Padilha reforçou que a vacinação é prioridade para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e alertou para a necessidade de a população "estar alerta o tempo todo", já que há candidatos antivacina disputando a Presidência.
Segundo o ministro, o governo tem buscado diálogo com líderes religiosos para conscientizar a população sobre os benefícios das vacinas. Padilha informou que o Ministério da Saúde promoverá um ato ecumênico nos próximos dias, com a presença de lideranças evangélicas, para celebrar o aumento da cobertura vacinal.
"Tenho feito muitos encontros com lideranças religiosas. Vamos realizar nos próximos dias um ato ecumênico aqui dentro do ministério com lideranças evangélicas para a gente fazer uma saudação desse resultado que tivemos na ampliação da cobertura vacinal.
A gente pediu muito para essas lideranças religiosas falarem nos seus cultos da importância da vacina", destacou o ministro.
O presidente Lula enfrenta resistência significativa no setor evangélico. De acordo com pesquisa Quaest divulgada na semana passada, a desaprovação de Lula entre os evangélicos subiu sete pontos percentuais em um mês, passando de 61% em março para 68% neste mês.
Mais lidas
-
1ANÁLISE MILITAR
Caça russo Su-35S é considerado superior ao F-16 e F-22 por especialista
-
2FUTEBOL
Náutico vence a Ponte Preta e fica na parte de cima da tabela da Série B do Brasileirão
-
3GASTRONOMIA
Comida di Buteco valoriza verduras em petiscos na 19ª edição; conheça as novidades dos bares
-
4FUTEBOL
Avaí arranca empate com o Sport no último lance na Ilha do Retiro pela Série B
-
5ECONOMIA E PREVIDÊNCIA
INSS inicia pagamento antecipado do 13º salário em 24 de abril; confira o calendário