Política

Comissão aprova novas regras para naturalização de imigrantes no Brasil

Projeto aprovado na Câmara endurece critérios para naturalização, exigindo residência mínima e comprovação de renda.

22/04/2026
Comissão aprova novas regras para naturalização de imigrantes no Brasil
Deputados aprovam novas exigências para naturalização de imigrantes no Brasil. - Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que modifica as regras para a naturalização de imigrantes no Brasil.

A proposta aprovada é o substitutivo do relator, deputado General Girão (PL-RN), ao Projeto de Lei 2523/19 , de autoria do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP). O relator promoveu ajustes na redação, mantendo o objetivo central da iniciativa original.

Mudanças previstas

O acordo substitutivo estabelece, entre outros pontos:

  • exigência de residência ininterrupta no país por quatro anos antes do pedido de naturalização ordinária;
  • exceção do benefício a quem responde a processo criminal;
  • necessidade de comprovar meios lícitos de subsistência própria e da família.

O prazo mínimo de residência poderá ser reduzido para imigrantes:

  • originários de países de língua portuguesa;
  • que tenha filho brasileiro, ressalvada a naturalização provisória;
  • proprietários de empresa no país com pelo menos 20 trabalhadores brasileiros.

O texto também determina que o cumprimento das condições legais não garante automaticamente o direito à naturalização. A análise dos pedidos cabe a carga do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“O substitutivo melhora o quadro normativo migratório, proporcionando maior segurança jurídica, especialmente ao transferir e consolidar regras delineadas em decreto e leis vigentes”, afirmou o deputado General Girão.

A proposta altera a Lei de Migração .

Próximos passos

A proposta ainda será comprovada, em caráter conclusivo , pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para mudar a lei, o texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.