Política

Zema reafirma candidatura até o fim e prevê união da direita no segundo turno

Ex-governador de Minas Gerais destaca experiência como gestor e diz que oposição deve se unir contra Lula em eventual segundo turno.

20/04/2026
Zema reafirma candidatura até o fim e prevê união da direita no segundo turno
- Foto: Reprodução / Instagram

O ex-governador Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta segunda-feira (20) que pretende manter sua candidatura até o final do processo eleitoral. Ele também destacou que a direita deve se unir em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Isso dificulta para a esquerda, que em vez de poder focar a sua artilharia em um candidato só, vai ter que diluir essa artilharia. Então, levarei, sim, a minha pré-candidatura até o final e estaremos todos juntos no segundo turno", declarou Zema em entrevista à CNN Brasil.

O ex-governador buscou reforçar sua imagem de gestor e afirmou que utilizará sua experiência empresarial para se diferenciar de outros nomes da direita, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).

"Fui um empreendedor, fiquei 30 anos rodando o Estado de Minas, dirigi mais de dois milhões de quilômetros para colocar lojas em 470 cidades. Sempre ralei muito, fui pagador de impostos, criei mais de 5 mil empregos diretos, pagando muito imposto. Sei muito bem quais as dores de trabalhar no Brasil. Poucos políticos tiveram essa trajetória, e quero é que o brasileiro tenha futuro", ressaltou.

Zema também afirmou que ainda não definiu um nome para compor sua chapa à Presidência, mas procura um perfil de "mulher ou de um negro". Ele acredita que a eleição deste ano será marcada pelo sentimento de "indignação" dos eleitores.

"O eleitor, neste ano, está tendo uma semelhança com aquele eleitor de 2018, que foi a eleição da antipolítica. Neste ano, posso dizer que é a eleição da indignação com essa farra dos intocáveis de Brasília. Vamos ter muita surpresa na eleição de outubro", concluiu.