Política
Justiça do Rio nega voto secreto na eleição para presidência da Alerj
Tribunal de Justiça mantém votação aberta para escolha do novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio, marcada para esta sexta-feira (17)
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) rejeitou, nesta quinta-feira (16), o pedido do PDT para que a eleição da presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) fosse realizada por voto secreto. A votação está marcada para esta sexta-feira (17).
A decisão, assinada pela presidente em exercício do TJ-RJ, a desembargadora Suely Lopes Magalhães, mantém o modelo tradicional de votação aberta, em que os deputados declaram publicamente seus votos. O PDT argumentou que o voto secreto evitaria pressão sobre os parlamentares.
Segundo a magistrada, a definição sobre o formato da votação é uma prerrogativa da autonomia interna do Legislativo estadual, não cabendo ao Judiciário interferir na decisão da Casa.
O partido, que integra o grupo político do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), via no voto secreto uma oportunidade de atrair dissidências na base do deputado Douglas Ruas (PL), considerado favorito na disputa. Paes e Ruas são apontados como possíveis adversários na eleição para o governo do Estado, em outubro.
Douglas Ruas chegou a ser eleito presidente da Alerj em março, mas a eleição foi anulada poucas horas depois, pois ainda não havia sido feita a recontagem dos votos do ex-presidente Rodrigo Bacellar (União). A retotalização, determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pode alterar a composição da Assembleia, redistribuindo cadeiras entre os partidos.
O novo presidente da Alerj não assumirá automaticamente o Executivo estadual. A desembargadora Suely Lopes Magalhães decidiu manter o desembargador Ricardo Couto no cargo até que o Supremo Tribunal Federal (STF) defina o modelo de escolha do próximo governador para o mandato-tampão, que poderá ocorrer por eleição direta ou indireta.
Atualmente, Magalhães ocupa interinamente a presidência do TJ-RJ. Ricardo Couto assumiu o governo do Estado após as renúncias do governador Cláudio Castro (PL) e do vice Thiago Pampolha, ambos condenados pelo TSE, assim como o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.
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