Política
Senado aprova Alexandre Peña Ghisleni como embaixador do Brasil na Austrália
Indicação foi aprovada com 40 votos favoráveis e um contrário; Ghisleni também representará o Brasil em cinco países do Pacífico.
O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (14), a indicação de Alexandre Peña Ghisleni para o cargo de embaixador do Brasil em Camberra, Austrália. A nomeação foi aprovada por 40 votos a favor e apenas um contrário, e será comunicada à Presidência da República.
Além de assumir a embaixada australiana, Ghisleni irá acumular as chefias das representações brasileiras em Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão, Fiji, Nauru e Vanuatu.
Durante sabatina na Comissão de Relações Exteriores (CRE), realizada em fevereiro, Ghisleni destacou a intenção de fortalecer ações estratégicas já existentes nessas nações, ressaltando que são países protagonistas em temas globais como as mudanças climáticas.
A indicação (MSF 3/2026) foi relatada pelo senador Laércio Oliveira (PP-SE).
O diplomata possui ampla experiência internacional: já atuou na delegação permanente em Genebra, Suíça (2000-2003), foi conselheiro na embaixada em Washington, EUA (2001-2010), e ministro conselheiro na embaixada em Havana, Cuba (2011-2013). Atualmente, dirige o Departamento de Política Econômica, Financeira e de Serviços do Ministério das Relações Exteriores.
A Austrália é uma monarquia constitucional com sistema parlamentar. O chefe de Estado é o rei Charles III, representado pela governadora-geral Sam Mostyn. O chefe de governo é o primeiro-ministro Anthony Albanese. O país figura como a 14ª maior economia do mundo, destacando-se como grande exportador mineral e agrícola.
O comércio bilateral entre Brasil e Austrália historicamente apresenta déficit para o lado brasileiro, principalmente devido à importação de carvão mineral e derivados. Em 2024, o intercâmbio comercial somou cerca de US$ 2,1 bilhões — sendo US$ 612,7 milhões em exportações brasileiras e US$ 1,49 bilhão em importações.
Os dois países mantêm acordos de cooperação nas áreas de educação, ciência e tecnologia. Segundo o Itamaraty, há potencial para ampliar parcerias em biocombustíveis e saúde. Estão em negociação tratados para evitar dupla tributação, auxílio jurídico em matéria penal, além de acordos de cooperação e facilitação de investimentos e previdência social. A Austrália apoia a candidatura do Brasil a um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.
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