Política

Girão critica mudanças na composição da CPI do Crime Organizado

Senador questiona substituições de última hora na comissão e atuação da PGR em investigações

14/04/2026
Girão critica mudanças na composição da CPI do Crime Organizado
General Girão - Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O senador Eduardo Girão (NOVO-CE) criticou, nesta terça-feira (14), no Plenário, as alterações realizadas na composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, ocorridas às vésperas da votação do relatório final.

Segundo Girão, a substituição de membros que participaram ativamente dos trabalhos compromete a credibilidade do processo e pode interferir nos resultados das investigações, especialmente em relação aos pedidos de indiciamento de autoridades.

— Mudar os participantes na última hora, para blindar gente poderosa, fica feio — afirmou o senador.

O parlamentar também questionou a atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) diante de denúncias envolvendo o caso do Banco Master e possíveis conexões com autoridades. Ele defendeu que há indícios suficientes para a abertura de investigações e criticou a declaração do procurador-geral, Paulo Gonet, de que não haveria elementos concretos para agir. Para Girão, essa postura compromete o papel institucional da PGR como órgão responsável por zelar pela legalidade e pela responsabilização de eventuais ilícitos.

— Isso é muito grave, porque não se está falando ainda de provas materiais e testemunhais; a questão central é que basta a existência de indícios para que se inicie uma investigação — destacou.

Girão citou episódios e informações que, segundo ele, deveriam ser apurados, como contratos, viagens e relações entre investigados e autoridades, além de mencionar a recusa da PGR em avançar em acordos de colaboração premiada. O senador afirmou que decisões desse tipo podem dificultar o andamento das investigações e enfraquecer instrumentos de combate à corrupção.

— São atitudes assim que não ajudam em nada o combate à corrupção, favorecendo a impunidade — concluiu.