Política
Girão critica decisões sobre delação e cobra transparência nas investigações
Senador questiona limitações a acordos de colaboração premiada e pede esclarecimentos à PGR sobre caso envolvendo o setor de combustíveis.
Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (8), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) manifestou preocupação com investigações envolvendo autoridades públicas e criticou decisões judiciais relacionadas a acordos de colaboração premiada. O parlamentar também lamentou o encerramento de CPIs no Senado, citando tentativas frustradas de prorrogar a CPMI do INSS e a CPI do Crime Organizado. Para Girão, é fundamental assegurar o funcionamento pleno desses mecanismos de fiscalização.
Ao mencionar reportagem do jornal O Globo, assinada por Malu Gaspar, Girão destacou inquietação quanto à condução de ações no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o senador, uma ação movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em 2021, que solicitava restrições aos acordos de delação premiada, teria sido pautada por determinação do ministro Alexandre de Moraes.
— Aonde é que estamos deixando o STF ativista levar esta nação gigante, que é o Brasil? Eu digo nós, porque nós somos corresponsáveis por isso aqui. Isso é só de hoje. Daqui para o final do dia tem outra, porque a gente vê uma blindagem escancarada, jamais vista — afirmou o senador.
Girão também citou informações sobre uma investigação que envolve uma empresa do setor de combustíveis. De acordo com o parlamentar, um empresário investigado, Roberto Leme, conhecido como Beto Louco, teria apresentado proposta de colaboração premiada que não foi aceita pela Procuradoria-Geral da República (PGR). “É inaceitável que esteja ocorrendo algum tipo de blindagem quando denúncias de desvios chegam a autoridades, como o presidente do Congresso Nacional, que deve ser exemplo de conduta reta. Por isso, estamos fazendo um pedido oficial de informações à PGR sobre esse caso. Por que não aceitou a delação?”, questionou Girão.
O senador também criticou decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que limitou o compartilhamento de dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
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