Política
Campos Neto falta pela terceira vez à CPI do Crime Organizado
Ex-presidente do Banco Central não comparece novamente à comissão; depoimento é considerado crucial para esclarecimentos sobre regulação bancária.
O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, voltou a não comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. Esta é a terceira ausência registrada pelo ex-dirigente, conforme confirmou o presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES).
Desta vez, a convocação de Campos Neto partiu do relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Segundo Vieira, o depoimento do ex-presidente do BC seria fundamental para esclarecer questões relacionadas ao Banco Master e aos procedimentos adotados pela autoridade monetária na autorização de entrada de novos controladores no Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Antes desse requerimento, Campos Neto já havia sido chamado por solicitação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). O objetivo era que o ex-presidente do BC esclarecesse possíveis falhas na atuação da autarquia no combate à lavagem de dinheiro e à infiltração do crime organizado no sistema financeiro.
Wagner argumentou que mudanças regulatórias implementadas durante a gestão de Campos Neto podem ter flexibilizado os controles e facilitado a ocorrência de irregularidades.
A CPI também havia agendado uma oitiva com Campos Neto no início de março, mas ele também não compareceu à ocasião.
Nesta quarta-feira, além da ausência de Campos Neto, a comissão ouviu o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, cujo depoimento começou pela manhã e se estendeu até o início da tarde.
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