Política

Kajuru propõe regras mais rígidas para regimes próprios de previdência

Senador apresenta projeto para reforçar controle e transparência na administração dos fundos de aposentadoria dos servidores públicos

25/03/2026
Kajuru propõe regras mais rígidas para regimes próprios de previdência
- Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Jorge Kajuru (PSB-GO), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (25), apresentou o Projeto de Lei Complementar (PLP 58/2026), que propõe regras mais rígidas para a gestão dos regimes próprios de previdência social (RPPS). Segundo o parlamentar, a proposta visa fortalecer a governança e a segurança dos recursos destinados à aposentadoria dos servidores públicos.

Kajuru destacou que episódios recentes e passados revelam fragilidades na administração desses fundos. Citou, como exemplo, a Operação Greenfield, deflagrada em 2016, ressaltando que casos como esse evidenciam os riscos de decisões de investimento sem a devida segurança.

“Estamos falando do dinheiro que garante a aposentadoria de milhões de servidores da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, recursos que pertencem aos trabalhadores e que precisam ser administrados com máxima responsabilidade, prudência e transparência; responsabilidade nem sempre existente, como o país fica sabendo através de sucessivos escândalos”, afirmou o senador.

Kajuru também mencionou o caso do Banco Master, alertando que investimentos de fundos previdenciários em ativos ligados à instituição expõem vulnerabilidades na gestão desses recursos. Segundo ele, cerca de R$ 2 bilhões foram aplicados por fundos estaduais e municipais sem a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

“É objetivo dizer que aposentados e servidores podem indiretamente acabar pagando a conta do luxo ostensivo de Daniel Vorcaro por causa de investimentos arriscados feitos com recursos previdenciários. Fica demonstrada a fragilidade da gestão desses fundos, que administram valores extremamente relevantes e que deveriam estar protegidos por regras rigorosas”, concluiu Kajuru.