Política

Cláudio Castro renuncia ao governo do Rio nesta segunda-feira, às vésperas de julgamento no TSE

23/03/2026
Cláudio Castro renuncia ao governo do Rio nesta segunda-feira, às vésperas de julgamento no TSE
Cláudio Castro renuncia ao governo do Rio nesta segunda-feira, às vésperas de julgamento no TSE - Foto: Reprodução

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), vai renunciar ao cargo nesta segunda-feira, 23, em uma cerimônia de despedida marcada para as 16h30, no Palácio da Guanabara. O evento ocorre um dia antes do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode resultar na cassação do mandato. Até o momento, o cartaz está em 2 a 0 pelas notificações do governador por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Castro já havia sinalizado que deixaria a função para disputar o Senado. O seu vice, Thiago Pampolha (MDB), já renunciou ao cargo em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Com isso, o Rio de Janeiro deixará sem os chefes do Executivo eleito, e quem assume interinamente é o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Ricardo Couto, até que a Assembleia Legislativa (Alerj) realize uma eleição indireta para definir quem vai governar o Estado até janeiro.

Nas redes sociais, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que é candidato ao governo do Estado, criticou o evento de renúncia de Castro alegando que ele está “fugindo da justiça”. Em publicação no X (antigo Twitter) neste domingo, 22, Paes eventualmente o convite para o ato de demissão e afirmou que o governador está "desrespeitando a justiça com os crimes que cometeu".

O processo que pode resultar na cassação do mandato de Castro reúne dois recursos do Ministério Público Eleitoral (MPE) que apontam supostos abusos de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Segundo a acusação, a Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) teriam sido utilizadas para a contratação de cabos eleitorais com recursos do governo estadual durante a campanha.

Também são alvos o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União-RJ), e Thiago Pampolha. Em caso de denúncia, os envolvidos podem perder os mandatos e ficar inelegíveis até 2030, assim, Cláudio Castro ficaria impedido de tentar a eleição para o Senado neste ano.

O julgamento teve início no dia 10 de março, mas um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques adiou o processo para esta terça-feira, 24.