Política

Viana planeja ouvir Galípolo e Campos Neto juntos caso CPMI seja prorrogada

Presidente da comissão quer evitar embates entre governo e oposição e ampliar investigação sobre crédito consignado

17/03/2026
Viana planeja ouvir Galípolo e Campos Neto juntos caso CPMI seja prorrogada
Viana planeja ouvir Galípolo e Campos Neto juntos caso CPMI seja prorrogada - Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirmou na segunda-feira, 16, que pretende convocar o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o atual chefe da autarquia, Gabriel Galípolo, para depor no mesmo dia, caso consigam prorrogar os trabalhos da comissão.

"Quero os dois no mesmo dia para evitar brigas entre governo e oposição. Ambos têm responsabilidade pelo caso Master", declarou Viana em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Os casos do Master e do INSS estão relacionados à oferta de crédito consignado a aposentados e pensionistas.

O senador também planeja convocar representantes de grandes instituições financeiras, como Santander e Itaú Unibanco. “Meu gabinete virou passarela de defensor de banco”, afirmou. Nesta semana, a CPMI deve ouvir executivos da Crefisa e do C6 Bank. “Se não comparecerem, haverá condução coercitiva”, anunciava.

Instalada em agosto, a CPMI tem funcionamento autorizado até dia 28. Viana já solicitou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias.

Durante a entrevista, Viana criticou a atuação da Controladoria-Geral da União (CGU) no caso do INSS. "A CGU tinha as denúncias e não agiu. Nosso controlador sabia, as denúncias existiam e a CGU não tomaram providências, naquela época especialmente que envolvia a Contag, Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, por exemplo, que é um órgão ligado às esquerdas no Brasil", afirmou.

Por outro lado, o senador elogiou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de proibir sindicatos e associações de realização de descontos automáticos nos benefícios do INSS. “Lula proibiu os sindicatos, que são sua base”, disse Viana.

Sobre sua carreira política, Viana afirmou que não pretende disputar o governo de Minas Gerais e que buscará a reeleição ao Senado.