Política
Comissão aprova projeto que amplia uso de câmeras e cria alerta contra desaparecimento de pessoas
Proposta fortalece uso de tecnologia, institui Alerta Âmber e integra dados para agilizar buscas por desaparecidos.
A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que moderniza a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas.
O texto reforça o uso de tecnologia nas investigações, amplia o combate ao tráfico de pessoas e endurece as penas para crimes contra crianças e adolescentes.
Segundo a proposta, a política passa a abranger não apenas o desaparecimento, mas também o combate ao tráfico de pessoas, inclusive quando o crime ocorre no exterior contra vítimas brasileiras.
Pontos principais do texto aprovado:
- Autoriza o uso de câmeras e reconhecimento facial para apoiar investigações e acelerar a localização de desaparecidos, com regras para proteger dados e preservar o sigilo das apurações;
- Institui o Alerta Âmber, sistema internacional de emergência, com divulgação rápida por rádio, TV, telefonia e internet para casos urgentes – especialmente envolvendo crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade;
- Determina a integração de dados entre sistemas municipais, estaduais e federais, a fim de unificar as ações de busca;
- Prevê atendimento e apoio psicossocial às vítimas e às famílias, incluindo orientação, acolhimento e cuidado com a saúde física e mental.
A versão aprovada é um substitutivo da relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), ao Projeto de Lei 182/25, de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).
A relatora destacou que a proposta busca unir rapidez nas buscas – essencial nas primeiras horas – com salvaguardas de privacidade e proteção de dados.
"A eficácia na busca por uma criança ou adolescente desaparecido é determinada pela celeridade nas primeiras horas. O projeto acerta ao integrar de forma robusta o aparato legal e tecnológico para permitir a busca e a localização imediatas da vítima", afirmou Rogéria Santos.
Próximos passos
O projeto será analisado ainda pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Se aprovado, seguirá para o Senado.
Para virar lei, a proposta ainda precisa ser aprovada por deputados e senadores.
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