Política

Sob relatoria de Alfredo Gaspar CPMI do INSS aprova 87 requerimentos e amplia investigação sobre fraudes bilionárias

Redação 26/02/2026
Sob relatoria de Alfredo Gaspar CPMI do INSS aprova 87 requerimentos e amplia investigação sobre fraudes bilionárias
- Foto: Assessoria

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), 87 requerimentos considerados centrais para o aprofundamento das apurações. Entre as medidas autorizadas está a quebra de sigilos do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e do Banco Master, ampliando o alcance das investigações no núcleo financeiro do caso.

A relatoria da comissão é conduzida pelo deputado federal Alfredo Gaspar, que classificou a votação como uma vitória diante da resistência da base governista. Segundo ele, houve tentativa de barrar pedidos considerados sensíveis. “Tentaram impedir quebras de sigilo importantes e não conseguiram. A blindagem era a missão do dia, mas quem venceu foi o povo brasileiro”, declarou.

O parlamentar defendeu a adoção das medidas como instrumento de transparência. “Qual é o problema de abrir sigilo? Quem não deve, não teme. Aqui não é lugar para esconder irregularidades. Quem recebeu dinheiro de forma indevida terá que responder”, afirmou.

Após a aprovação da quebra de sigilos de Lulinha, a sessão foi marcada por tumulto e troca de acusações entre parlamentares, com registro de empurrões e princípio de confusão no plenário. Apesar do clima tenso, a votação foi mantida. “Tentaram encerrar a sessão na confusão, mas a CPMI vai até o fim”, disse o relator.

Os requerimentos aprovados também atingem dirigentes e instituições do sistema financeiro. Foram autorizadas convocações e medidas envolvendo Márcio Alaor de Araújo, ligado ao Banco BMG e ao PicPay, instituição que também foi convocada, além de Mário Roberto Opice Leão, CEO do Santander, Marcelo Kalim, do C6 Consignado, e Leila Pereira, presidente da Crefisa.

A comissão incluiu ainda na linha de investigação nomes apontados como operadores do suposto esquema, entre eles Gustavo Marques Gaspar, que teria ligação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”.

A CPMI busca esclarecer a atuação de instituições financeiras e intermediários na concessão irregular de créditos consignados e descontos indevidos em benefícios previdenciários. Com a aprovação dos requerimentos, a expectativa é que novos depoimentos e análises de dados bancários contribuam para a identificação de responsabilidades e eventual indiciamento dos envolvidos.