Política

Haddad condiciona saída da Fazenda a reunião com Lula sobre viagem aos EUA

Ministro afirma que definição de sua permanência depende de encontro com o presidente, que avalia agenda internacional em março.

25/02/2026
Haddad condiciona saída da Fazenda a reunião com Lula sobre viagem aos EUA
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad - Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a ser questionado sobre a data de sua eventual saída do cargo e afirmou que terá uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (26) para tratar do tema.

Nos últimos dias, surgiram informações de que Lula teria solicitado a Haddad que o acompanhasse em uma viagem aos Estados Unidos, prevista para março, quando está agendada uma reunião com o presidente americano, Donald Trump.

"Eu vou saber amanhã, eu tenho uma reunião com ele, o presidente Lula, para decidir isso. Se eu vou ou não para os Estados Unidos. Se eu for para os Estados Unidos, a data é uma; se eu não for, a data é outra", declarou Haddad.

Segundo o ministro, existe uma tentativa de agendar a viagem entre os dias 15 e 20 de março. "Mas eu não sei se ela vai ser confirmada. Não há ainda a confirmação, pelo menos até ontem não havia a confirmação", completou.

Eleições

No início do mês, Haddad reiterou o desejo de participar da campanha de Lula neste ano e afirmou ter conversado com o presidente sobre o assunto. "Vamos ver quem convence quem", disse o ministro em entrevista à Rádio Bandnews.

Cotado para disputar uma vaga ao Senado ou ao governo de São Paulo, Haddad já declarou mais de uma vez que não pretende concorrer nas eleições deste ano. Na última semana de janeiro, destacou que há nomes relevantes no campo progressista, com resultados expressivos nas eleições de 2022.

No final de janeiro, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reforçou que Haddad deve ser candidato nas eleições de 2026. Segundo ela, todos os auxiliares do presidente com potencial eleitoral precisam "vestir a camisa" para enfrentar a direita nos Estados.

Na mesma entrevista, Haddad avaliou que o palanque de 2022 deveria servir de referência para as eleições deste ano, destacando a importância da frente ampla com representantes de diferentes correntes partidárias. Ele foi questionado sobre a possibilidade de a ministra Simone Tebet ser candidata ao governo de São Paulo.