Política
Zema amplia proteção policial a ex-governadores em Minas Gerais
Nova norma dobra prazo de escolta para ex-governadores e ex-vices, inclui familiares e redefine estrutura do Gabinete Militar.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ampliou de um para dois anos o período de proteção policial destinado a ex-governadores e ex-vice-governadores do Estado, com possibilidade de prorrogação por igual período. A renovação dependerá de autorização do governador em exercício e continuará limitada ao término do mandato subsequente, como já ocorria.
A medida foi publicada no Diário Oficial em 30 de dezembro de 2025, às vésperas do último ano do segundo mandato de Zema, que se encerra em 2026, sem possibilidade de reeleição. Caso deseje concorrer à Presidência da República, o governador deverá renunciar ao cargo até abril. O decreto entrou em vigor na data da publicação.
O governo de Minas Gerais não respondeu aos questionamentos da reportagem até o fechamento deste texto.
O decreto detalha que as equipes de segurança serão compostas por três policiais militares por turno, sendo um oficial — até o posto de major — e dois praças, organizados em escala para garantir o revezamento legal. Embora o tamanho da equipe por autoridade não tenha sido alterado, a previsão de equipes por turno e escalas de revezamento aumenta o número total de policiais envolvidos na proteção.
Outra mudança relevante é a ampliação do conceito de segurança governamental, que agora passa a abranger não só a integridade física, mas também a "integridade moral e institucional" das autoridades. O benefício também poderá ser estendido a familiares e pessoas com vínculo, desde que haja interesse público, ampliando o alcance da norma, que antes era restrita à proteção pessoal de ex-governadores e ex-vices.
A nova regra também reorganiza o Gabinete Militar do Governador (GMG), órgão responsável pela segurança governamental, transporte oficial e defesa civil, e revoga normas anteriores referentes à sua estrutura.
Em agosto do ano passado, Zema lançou sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026 e tem adotado um discurso mais enfático para se posicionar como representante da direita no cenário nacional. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), governadores interessados em disputar a Presidência devem se afastar do cargo até seis meses antes do primeiro turno.
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