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Associação de peritos diz que análise da defesa de Vorcaro não comprova adulteração no celular do banqueiro

Organização argumenta que modificações nos registros digitais não comprometem a 'integridade' do conteúdo probatório

Agência O Globo - 30/10/2026
Associação de peritos diz que análise da defesa de Vorcaro não comprova adulteração no celular do banqueiro
Associação de peritos diz que análise da defesa de Vorcaro não comprova adulteração no celular do banqueiro - Foto: Divulgação/Banco Master

A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) afirma que a conclusão da análise contratada pela defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não comprova por si só que o celular do empresário passou por adulterações. Em nota, a organização diz que eventuais mudanças em registros digitais do aparelho não implicam necessariamente na adulteração do conteúdo. A manifestação foi emitida em resposta aos advogados do banqueiro, que consideraram que o celular teve arquivos mudados após a apreensão pela Polícia Federal (PF) e argumentaram que as provas não podem ter sua integralidade verificada.

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"A eventual identificação de modificações em registros digitais não significa necessariamente adulteração do conteúdo probatório, tampouco demonstra comprometimento de sua integridade", diz o comunicado. O texto também afirma que "o questionamento apresentado pela defesa não constitui, por si só, comprovação de falha na produção da prova pericial". A nota ainda destaca que "a perícia criminal federal atua com rigor técnico, observando procedimentos de cadeia de custódia destinados a assegurar a preservação, a autenticidade, a fidedignidade e a rastreabilidade dos vestígios examinados".

A defesa de Vorcaro, por sua vez, relata que contratou um perito por conta própria após o banqueiro não reconhecer a veracidade de uma série de conteúdos vazados. Na análise, segundo os advogados, o profissional identificou que, no dia seguinte à prisão, "657 arquivos foram modificados, 59 deles bancos de dados, e 436 arquivos foram criados, entre eles 94 imagens e 5 bancos de dados". "Um aparelho apreendido deve ser preservado, não alimentado ou editado", diz a defesa.

O relatório do perito também afirma que, considerados isoladamente, os registros identificados "não permitem determinar quem operou o dispositivo, se os eventos decorreram de intervenção humana deliberada ou qual a natureza e a extensão das alterações realizadas". Para a análise, ele utilizou, dentre outros, laudos produzidos pela polícia e extrações integrais do telefone.